Washington quer garantia, após libertação de criador de bomba nuclear

O presidente americano, Barack Obama, quer obter garantias do Paquistão de que o criador da bomba atômica paquistanesa, Abdul Qadir Khan, libertado nesta sexta-feira, já não está mais envolvido em atividades de proliferação nuclear, declarou a Casa Branca.

AFP |

"Obviamente, vimos notícias sobre a libertação, mas não recebemos a palavra oficial do governo" paquistanês, afirmou o porta-voz Robert Gibbs, acrescentando que Washington quer "garantias de que o doutor Khan não está envolvido ou comprometido com nenhuma das atividades que levaram a sua prisão domiciliar" em 2004.

Uma corte paquistanesa anunciou a soltura de Khan, nesta sexta-feira, cinco anos após sua condenação à prisão domiciliar por operar uma rede de proliferação que enviou segredos nucleares a Irã, Líbia e Coréia do Norte.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse estar "muito preocupada" com a decisão da Justiça paquistanesa, durante uma breve sessão de fotos com a presidente filipina, Gloria Macapagal-Arroyo.

Khan ainda representa "um risco grave de proliferação", disse um porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid, que classificou a decisão de "infeliz".

No Capitólio, os parlamentares advertiram que o Congresso levará o ocorrido em consideração durante o debate sobre a ajuda ao governo de Islamabad.

"Os responsáveis americanos não foram autorizados a interrogar Khan para tentar determinar o alcance do dano que causou para a estabilidade do mundo", disse o presidente democrata da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes, Howard Berman, em nota à imprensa.

"O Congresso levará isso em conta, quando examinar e legislar sobre as relações entre os Estados Unidos e o Paquistão e sobre as condições da ajuda americana proporcionada a Islamabad", completou.



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