WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos pediu às companhias aéreas de todo o mundo a adoção de medidas de segurança adicionais após a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/26/casa+branca+vincula+incidente+do+aviao+a+ato+terrorista+9256606.html target=_toptentativa de atentado na sexta-feira a bordo de um avião que voava entre Amsterdã e Detroit, anunciaram as autoridades antiterroristas holandesas.

"As autoridades americanas pedem às companhias aéreas medidas de segurança adicionais", afirma um comunicado recebido em Haia pela Coordenador Nacional contra o Terrorismo (NCTB).

"As medidas adicionais se aplicam no mundo inteiro a todos os voos para os Estados Unidos por tempo indeterminado", acrescenta o texto. As medidas incluem revistas de passageiros e controles adicionais das bagagens de mão.


Policiais reforçam segurança em aeroportos dos EUA / AP

Na sexta-feira o nigeriano Abdul Faruk Abdulmutallab, que disse ter vínculos com a Al-Qaeda, tentou detonar uma bomba a bordo de um avião com 278 pessoas , antes de ser controlado pelos passageiros.

Abdulmutallab foi detido quando o Airbus A330 da companhia Northwest Airlines, operado pela Delta, pousou em Detroit.

Embora o nome do nigeriano não esteja incluído na lista da Agência de Segurança do Transporte de quem não pode viajar, seu nome aparece na lista do governo americano de suspeitos de terrorismo.

O próprio Abdulmutallab teria admitido aos investigadores federais que mantém vínculos com a Al-Qaeda e e que viajou ao Iêmen para fazer a bomba incendiária e conseguir as instruções para ativá-la, afirmação que ainda deve ser confirmada.

Segundo as autoridades, o homem conseguiu passar pelos controles ao levar o material amarrado nas pernas com uma fita adesiva.

Já no avião, utilizou uma seringa para misturar os produtos químicos que levava. No entanto, não conseguiu concluir o processo porque alguns passageiros advertiram sobre o cheiro de queimado no interior do aparelho, avançaram sobre o nigeriano e conseguiram rendê-lo.

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