Washington está tomada por forças de segurança para cúpula nuclear

Washington, 12 abr (EFE).- A capital americana amanheceu hoje tomada por um forte esquema de segurança, no dia de inauguração de uma cúpula nuclear na qual participam 47 países, a maior reunião de líderes mundiais nos Estados Unidos desde 1945.

EFE |

Milhares de policiais - as autoridades não divulgaram o número exato - e de agentes do Serviço Secreto foram mobilizados para controlar o centro de Washington, onde se instalaram 6,1 mil metros de cercas ao longo do perímetro de segurança ao redor do centro de convenções da cidade, onde acontece a cúpula.

Inúmeras ruas foram interditadas e, embora as agências federais estejam normalmente abertas hoje, muitos funcionários do Governo optaram por trabalhar de casa ou tirar folga, seguindo as recomendações das autoridades, para evitar os fortes engarrafamentos esperados para os dois dias de reuniões.

As comitivas presidenciais dos líderes, que os transportam dos aeroportos e hoje circularão constantemente por toda Washington, ameaçavam agravar os congestionamentos.

Helicópteros das forças de segurança americana e do serviço secreto sobrevoam o espaço aéreo em torno do centro de convenções.

Dezenas de agentes vigiavam uma manifestação de adeptos da seita religiosa chinesa Falun Gong em frente à entrada de acesso para a imprensa.

Em várias ruas podem ser vistos caminhões municipais de lixo usados como parte das barreiras de segurança, enquanto veículos da Polícia e militares percorrem constantemente o centro de Washington.

A segurança se intensificou ainda mais no centro de convenções após a chegada ao edifício do presidente americano, Barack Obama, que terá cinco reuniões bilaterais antes de abrir a cúpula nuclear com um jantar de trabalho esta noite.

Obama deve se reunir com o rei Abdullah II da Jordânia; o primeiro-ministro malaio, Mohamed Najib Abdul Razak; o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich; o presidente armênio, Serge Sarkissian; e o presidente chinês, Hu Jintao.

A cúpula foi declarada pelo diretor do Serviço Secreto, Mark Sullivan, como um "evento especial para a segurança nacional", ou seja, um acontecimento do mesmo nível de segurança da posse presidencial.

Embora as autoridades não tenham revelado o número de agentes mobilizados para essa operação, o número superará a cúpula do G20 em Pittsburgh (EUA) em setembro de 2009, quando cerca de 6 mil policiais e soldados da Guarda Nacional se encarregaram da segurança dos líderes participantes.

Muito maior foi o esquema de segurança para a posse de Obama, em janeiro de 2009, quando foram mobilizados 42 mil agentes, entre eles 7,5 mil soldados, 10 mil oficiais da Guarda Nacional e cerca de 25 mil policiais locais e federais. EFE mv/sa

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