Washington abre mão da imunidade de seguranças particulares no Iraque, segundo Bagdá

O Iraque anunciou nesta terça-feira que os Estados Unidos renunciaram à imunidade de dezenas de milhares de seguranças que trabalham para empresas de segurança estrangeiras, um dos principais pontos de litígio que impede a assinatura de um acordo crucial sobre a presença americana após 2008.

AFP |

"Sim, eles (os americanos) estão de acordo. O artigo relativo à imunidade dos funcionários das companhias particulares de segurança foi retirado. Os Estados Unidos concordaram", declarou à AFP o chefe da Diplomacia iraquiana Hoshyar Zebari, por telefone.

O ministro iraquiano das Relações Exteriores fez essa declaração logo depois ter apresentado aos deputados reunidos em uma sessão a portas fechadas os últimos avanços nas negociações sobre esse polêmico acordo de segurança.

A porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, Mirembe Nantongo, se negou a comentar "o teor das negociações em curso".

O presidente norte-americano George W. Bush e o primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki chegaram a um acordo em novembro sobre a assinatura, até o final de julho, de um novo acordo de segurança indicando os termos da presença a longo prazo em solo iraquiano das tropas, principalmente americanas, da coalizão internacional.

As negociações atolam em alguns pontos: a imunidade concedida aos soldados norte-americanos mobilizados no Iraque, a imunidade concedida aos funcionários das companhias particulares de segurança, o controle do espaço aéreo, as bases militares americanas permanentes e o calendário de retirada das tropas.

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