Waliur Rehman é o novo líder dos talibãs paquistaneses, diz ISI

Islamabad, 30 abr (EFE).- O insurgente Wali-ur Rehman é o novo "líder de fato" dos talibãs do Paquistão em substituição a Hakimullah Mehsud, quem poderia estar vivo, explicou hoje à Agência Efe um porta-voz dos principais secretos serviços paquistaneses (ISI).

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Islamabad, 30 abr (EFE).- O insurgente Wali-ur Rehman é o novo "líder de fato" dos talibãs do Paquistão em substituição a Hakimullah Mehsud, quem poderia estar vivo, explicou hoje à Agência Efe um porta-voz dos principais secretos serviços paquistaneses (ISI). "Hakimullah não dirige Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP, movimento que reúne diversas facções talibãs paquistaneses). Quem agora está no cargo é Waliur Rehman", assegurou a fonte do ISI. Rehman já travou uma disputa interna com Hakimullah Mehsud em 2009 durante a sucessão de Baitullah Mehsud, o então chefe dos talibãs, quem morreu em um ataque por um avião não-tripulado dos EUA. Hakimullah alcançou o cargo, mas, segundo esta versão, "foi deixado de lado" pela organização devido o seu desejo de notoriedade e por ter dirigido o movimento insurgente de maneira excessivamente violenta. Essa estratégia de violência, afirmou o porta-voz, pode ter diminuído o apoio popular nos últimos meses à causa do grupo agora dirigido por Rehman, quem era comandante na conflituosa região tribal do Waziristão do Sul. Hakimullah Mehsud "era muito cruel, não só pelos atentados terroristas, mas por suas frequentes decapitações, execuções públicas", acrescentou a fonte. Hakimullah foi dado por morto após um ataque com mísseis em janeiro de um avião americano não-tripulado, embora nos últimos dias diferentes fontes oficiais e de inteligência tenham dito que o então chefe talibã sobreviveu. "O vídeo mostrado em janeiro mostrava tudo destruído, ninguém poderia sobreviver ao ataque, e existia a certeza que Hakimullah estava naquele lugar", explicou o membro dos serviços secretos. "Mas como seu corpo não foi encontrado, indícios apontam que ele continua vivo", acrescentou. EFE igb/dm

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