Walesa testemunha no julgamento pelo massacre de operários poloneses em 1970

Varsóvia, 30 jul (EFE).- O ex-presidente polonês Lech Walesa testemunhou hoje no julgamento pela repressão de 1970 contra operários opositores ao regime no país, que deixou 44 mortos, onde afirmou que o general Wojciech Jaruzelski, ex-primeiro-ministro da Polônia comunista, não foi o principal responsável pelas mortes.

EFE |

O prêmio Nobel da Paz de 1983 e autêntico ícone da luta contra o comunismo, que em 1970 trabalhava como eletricista nos estaleiros de Gdansk (norte) e fazia parte dos comitês de greve contra o Governo, declarou ao tribunal que Jaruzelski foi um dos principais culpados pelo massacre de trabalhadores, mas não o principal.

"Outras pessoas tiveram mais peso que ele neste assunto", disse o histórico líder do sindicato Solidariedade no processo judicial no qual, além de Jaruzelski, também são processados outros ex-dirigentes, entre eles o ex-vice-primeiro-ministro Stanislaw Kociolek.

Apesar das afirmações de Walesa, Jaruzelski, hoje com 86 anos, é o principal acusado para a opinião pública, embora sempre tenha defendido sua inocência e afirmou que sua atuação teve o objetivo de evitar disparos contra os operários.

A acusação afirma que Jaruzelski participou da reunião da direção comunista que decidiu reprimir violentamente as manifestações, deixando 44 mortos. EFE nt/wr/fal

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