Vulcões entram em erupção na Guatemala e Equador

Na Guatemala, vulcões deixam pelo menos 2 mortos e 3 crianças desaparecidas; no Equador, fenômeno força fechamento de aeroporto

iG São Paulo |

Um vulcão na Guatemala e outro no Equador entraram em erupção nesta sexta-feira, deixando pelo menos dois mortos, vários feridos e forçando o governo dos dois países a fechar os aeroportos e retirar as pessoas das áreas atingidas.

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, decretou "estado de calamidade" em três Departamentos (Estados) do país por causa da erupção do vulcão Pacaya (sul), que deixou dois mortos, incluindo um jornalista, três crianças de 7, 9 e 10 anos desaparecidas, 20 feridos e muitos danos na capital.

As patrulhas de resgate localizaram o corpo calcinado do jornalista Aníbal Archila, do Canal 7, que estava cobrindo a erupção do vulcão de 2.552 metros acima do nível do mar e localizado a 50 quilômetros ao sul da capital.

Dois cinegrafistas do mesmo canal conseguiram escapar, mas sofreram queimaduras, segundo informou outro repórter, explicando que seu colega não conseguiu escapar da chuva de pedras candentes que caiu sobre o veículo em que viajava.

A outra vítima fatal é um jovem de 22 anos, que morreu ao cair do telhado de uma escola quando limpava as cinzas do vulcão, informou o serviço de socorro. O aeroporto internacional da capital, La Aurora, ficará fechado até a noite de sábado. Os voos estão sendo desviados para outros aeroportos como o Mundo Maya em Petén e Comalapa, em El Salvador, segundo autoridades da Aeronáutica Civil.

O comunicado emitido pelo governo explica que o decreto terá duração inicial de 15 dias, com possibilidade de prorrogação, e suspende algumas garantias constitucionais como a livre organização e circulação, assim como espetáculos e manifestações públicas.

O diretor executivo da Coordenação para a Redução de Desastres (Conred), Alejandro Maldonado, informou que 1,6 mil pessoas por retiradas da região atingida, com 600 delas tendo sido alojadas em albergues.

A erupção provocou grandes colunas de fumaça, assim como a emissão de nuvens de cinzas e areia que chegaram ao centro histórico da capital guatemalteca e cobriram as ruas com uma camada de até três centímetros, provocando pelo menos 20 acidentes de trânsito. Ante a magnitude da erupção, a Conred ordenou um alerta vermelho nos arredores do vulcão.

O diretor do Instituto Sismológico, Eddy Sánchez, pediu para que a população mantenha a calma e advertiu que o vulcão ainda tem muita energia, o que fará com que a atividade de fluxos de lava e expulsão de cinzas continue por algum tempo. Na Guatemala existem 288 vulcões, dos quais oito em atividade.

Vulcão no Equador

No Equador, o vulcão Tungurahua, localizado no centro do país, entrou em um novo processo de erupção com a emissão de grandes colunas de cinzas, o que obrigou autoridades a retirar a população da região e a fechar um dos aeroportos do país. O vulcão fica a 130 quilômetros a sudeste de Quito e está em atividade desde 1999, com repetidos processos que chegaram à sua máxima intensidade em 2006 e 2008.

"Temos um sistema aberto com uma coluna eruptiva que com 10 quilômetros de altitude", disse a o diretor do Instituto Geofísico, Hugo Yepes.

Autoridades fecharam por várias horas o aeroporto da cidade de Guayaquil por causa das cinzas que cobriram a pista e modificaram algumas rotas desde o terminal aéreo de Quito. O diretor da Aviação Civil, Fernando Guerrero, confirmou à Reuters que o fechamento do aeroporto não levou ao cancelamento de voos, já que eles foram redirecionados para Quito e Manta.

A nova atividade do vulcão Tungurahua, que significa "Garganta de Fogo" na língua indígena quíchua, começou na manhã desta sexta-feira, quando se escutou um forte ruído que alertou os povoados e obrigou as autoridades a adotar medidas de segurança.

A erupção do vulcão, de 5.020 metros de altura, provocou um forte movimento do solo e fez vibrar janelas de casas da região, segundo informou o Instituto Geofísico. A Presidência do Equador informou por meio de um comunicado que começou a retirar os habitantes dos povoados de Cusúa e Juive Grande, localizados em zonas de risco. O Tungurahua é um dos oito vulcões considerados ativos no Equador.

*Com AFP e Reuters

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