Vulcão entra em erupção no Chile e provoca desocupações

Por Antonio de la Jara e Simon Gardner SANTIAGO (Reuters) - O vulcão Chaitén entrou em erupção nesta sexta-feira, provocando terremotos no sul do Chile e lançando uma nuvem de cinzas a até 3 quilômetros de altura, o que obrigou à retirada de centenas de moradores de uma área remota, segundo autoridades.

Reuters |

Caminhões-pipa foram enviados à região da cidade de Chaitén, 1.220 quilômetros ao sul de Santiago, porque a cinza contaminou a água potável. Algumas escolas fecharam, e os hospitais receberam muita gente com irritação ocular e dificuldades respiratórias.

Um barco foi enviado para recolher centenas de pessoas, muitas delas habitantes das pequenas ilhas da região.

'Sentimos os movimentos e podemos ver a cinza caindo na cidade', disse à Reuters por telefone Sara Ruiz, recepcionista da prefeitura local.

O governo chileno inicialmente identificou o vulcão em erupção como sendo o Michimahuida, mas posteriormente informou que se tratava do Chaitén, homônimo da cidade vizinha.

A TV mostrou imagens aéreas das cinzas cobrindo a encosta do vulcão. A visibilidade era ruim, e em alguns lugares a cinza se acumulava no chão e sobre carros.

'Não conseguimos dormir. Houve muitos tremores', disse uma moradora à TV local. 'Estamos com muito medo.'

Em Santiago, a presidente Michelle Bachelet pediu calma. 'O Chile é um país vulcânico, e quero dizer que estamos trabalhando e coordenando com os poderes em nível local e nacional.'

Do outro lado da fronteira, na província argentina de Chubut, as autoridades orientaram os moradores a não esfregarem os olhos e a usarem óculos e mangas compridas, de modo a evitar contato com a cinza.

Cerca de 500 dos 2.000 vulcões chilenos são potencialmente ativos, segundo cientistas. Cerca de 60 entraram em erupção nos últimos séculos, e outros 40 podem fazer o mesmo. Dois dos vulcões mais ativos da América Latina -- o Villarica e o Llaima -- ficam no extenso país.

O Llaima, cerca de 700 quilômetros ao sul de Santiago, entrou em erupção no dia de Ano-Novo, espalhando cinzas e lava e levando à retirada de dezenas de turistas e funcionários de um parque. Em fevereiro, ele voltou a expelir cinzas e lavas.

(Com reportagem de Cesar Illiano em Buenos Aires)

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