Vulcão causa perdas de US$ 2,3 bilhões ao turismo na Europa

As perdas para o setor turístico europeu causadas pela erupção do vulcão islandês, que paralisou o tráfego aéreo, elevam-se a US$ 2,3 bilhões, estimou nesta sexta-feira, em Madri, o secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Taleb Rifai.

iG São Paulo |

O secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, calculou as perdas diárias em US$ 400 milhões de dólares.

Segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), as companhias aéreas de todo o mundo tiveram prejuízo diário de US$ 400 milhões, totalizando US$ 1,7 bilhão.

A erupção do vulcão islandês provocou a paralisação quase total do tráfego aéreo de grande parte da Europa desde quinta-feira passada.

Normalização de voos

Na última quinta-feira, os aeroportos europeus permitiram a decolagem de milhares de aviões , depois de um semana de interrupções sem precedentes. O porta-voz da Associação das Companhias Aéreas Europeias, David Henderson, no entanto, afirmou que serão necessários vários dias para fazer com que todos os passageiros que ficaram presos cheguem a seus destinos.

"Não sabemos onde estão e quantos são, então achamos que o problema se estenderá até a próxima semana", afirmou Henderson.

Quase todos os 28 mil voos previstos do continente, incluindo 300 rotas transatlânticas, estavam em andamento. Para tentar regularizar o sistema, as companhias aéreas realizaram mais voos e usaram aviões maiores para conseguir enviar para casa o maior número possível de pessoas.

AFP
Passageira espera  embarque em aeroporto francês

Passageira espera embarque em aeroporto francês

Todos os aviões, no entanto, estavam lotados, com as companhias espremendo alguns dos centenas de milhares de pessoas que se viram presas durante os últimos dias entre os passageiros dos voos regulares desta quinta-feira.

Mas, apesar de seus esforços, as empresas aéreas admitiram que não há solução rápida e fácil para cortar o excedente de passageiros que se acumulou durante os dias em que milhares de voos foram suspensos por causa da nuvem de cinzas expelida por um vulcão da Islândia.

Pedidos de indenização

As companhias aéreas estão buscando uma compensação financeira pelos custos da crise , argumentando que não foram responsáveis pelo caos aéreo. Além disso, algumas empresas reclamam que a decisão de fechar o espaço aéreo por tanto tempo teria sido errada.

"Para uma indústria que perdeu US$ 9,4 bilhões no ano passado e estava prevendo perder mais US$ 2,8 bilhões este ano, esta crise é arrasadora", disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.

Reuters

Avião decola do aeroproto de Heathrow, em Londres, na quarta-feira

"Eu sou a primeira pessoa a dizer que essa indústria não quer nem precisa ser resgatada (pelo governo). Mas esta crise não é resultado de estarmos administrando mal os nossos negócios. Os governos deveriam ajudar as companhias aéreas a recuperar o custo com este problema."

Algumas companhias aéreas também exigem mudança nas regras europeias de proteção ao consumidor, que as obrigam a fornecer hospedagem e refeições a passageiros que não conseguem embarcar.

*Com AP e BBC

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