Vulcão do Chile fecha aeroportos de parte da Patagônia

Aerolíneas Argentinas e subsidiária Austral suspendem até domingo voos para algumas localidades do sul da Argentina

iG São Paulo | 06/06/2011 18:22

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A nuvem de cinzas do vulcão Puyehue continuou causando complicações nesta segunda-feira na Argentina, afetando grande parte da Patagônia. O fenômeno forçou o fechamento dos aeroportos de Bariloche, Bahía Blanca, Chapelco, Esquel, San Martín de los Andes e Trelew, de acordo com o jornal argentino El Clarín. Outras cidades afetadas pelas cinzas são Junín de los Andes, Piedra del Águila, El Bolsón, Villa La Angostura e Traful.

Foram suspensos 12 voos da Aerolíneas Argentinas, de sua subsidiária Austral e da chilena Lan com partidas e destinos a Bariloche, San Martín dos Andes e localidades do sul da Argentina.

Em comunicado, a Aerolíneas Argentinas e a Austral anunciaram que não operarão seus voos aos destinos do sul do país por razões de segurança. Entre o Aeroparque Jorge Newbery, de Buenos Aires, e Bariloche, Chapelco, Esquel e vice-versa a suspensão dos voos está prevista para até o domingo 12 de junho. Até a quinta-feira 9 de junho, estão suspensos os voos entre Buenos Aires e Trelew, Neuquen, Viedma, Río Gallegos, Calafate, Ushuaia, Río Grande, Comodoro Rivadavia, Bahia Blanca, Santa Rosa, San Rafael e vice-versa. Também até a quinta-feira 9 de junho estão suspensas as operações noturnas a Santiago do Chile e Mendoza.

A cidade de Bariloche, o maior centro turístico de inverno da Argentina, e outras localidades do sul do país mantiveram nesta segunda-feira o estado de alerta e emergência por causa da disseminação das cinzas do vulcão.

O prefeito de Bariloche, Marcelo Cascón, confirmou a suspensão das aulas nos colégios e outras atividades, enquanto a baixa visibilidade obrigou a manter a restrição ao trânsito pela estrada que liga San Martín dos Andes.

Retirada ampliada no Chile

Abrigados em locais aquecidos e bebendo mate, as pessoas retiradas das cidades chilenas localizadas perto do vulcão Puyehue, que entrou em erupção no sábado, no sul do país, passaram as horas com a incerteza sobre a duração do estado de emergência, que obrigou as autoridades a ampliar o raio de retirada nas últimas horas.

"Não sabemos quando voltaremos", disse à AFP Ana Márquez, que foi levada sábado a um abrigo instalado na biblioteca municipal na pequena cidade de Entre Lagos, às margens do lago Puyehue, onde descansava diante de uma lareira com outras mulheres.

Ana vive em Ticahue, ao norte de Entre Lagos, e recorda o momento em que o vulcão entrou em erupção: "Vi como explodia e tudo ficava preto e vermelho. Fiquei muito nervosa", contou. À noite, um espetáculo de relâmpagos emanados da imensa nuvem de cinzas iluminou de forma intermitente a escuridão do sul chileno.

No abrigo de Entre Lagos estão 3,5 mil pessoas que foram retiradas de pequenas localidades agrícolas localizadas em torno do vulcão, que levantou uma nuvem de cinzas de 10 km de extensão. Uma mudança na direção dos ventos de sudeste a nordeste - que antes afetava principalmente o balneário argentino de Bariloche - levou as autoridades a ampliar nas últimas horas o raio de isolamento.

Há temor de que a nuvem de material expelida chegue às águas dos rios, provocando aluviões, segundo o subsecretário do Interior Rodrigo Ubilla, que de dirigiu à zona de emergência. A retirada foi ampliada às zonas de Riñinahue Alto e Riñinahue Bajo, na comuna de Lago Ranco, que "apresentam riscos".

As crianças aguardavam a possibilidade de assistir às aulas numa dependência especial. "Não foi detectada a presença de lava, mas de fluxos piroclásticos" - os sedimentos originários das atividades vulcânicas explosivas, das quais provêm fragmentos de vários tamanhos, desde poeiras até blocos, que se depositarão, formando os depósitos piroclásticos -, disse Ubilla.

Do lago argentino, cessaram nas últimas horas os lançamentos de cinzas nas cidades turísticas de Bariloche e Villa La Angostura, onde as aulas e o expediente nos departamentos públicos foram suspensos. Foi mantido, no entanto, o estado de emergência em Bariloche, onde o aeroporto local está fechado, assim como a rodovia internacional Samoré, que une a Argentina e o Chile.

*Com AFP e EFE

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