Voto religioso pode ser decisivo em primária na Pensilvânia

Por Ed Stoddard MECHANICSBURG, Estados Unidos (Reuters) - Darwin McAfee é norte-americano, branco, protestante, contrário ao aborto e amante da vida selvagem. Seria um típico eleitor republicano, mas está registrado como democrata e pretende votar em Hillary Clinton na eleição primária da próxima terça-feira na Pensilvânia.

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'Acho que é uma mudança. Gostaria de ver uma senhora chegar lá (na Casa Branca)', disse McAfee, de 50 anos, que vive na Pensilvânia, mas trabalha no departamento de águas da vizinha Maryland.

Analistas dizem que o voto religioso terá muita importância nessa disputa, que pode definir a candidatura democrata para a eleição de novembro. No domingo, Hillary e seu rival Barack Obama responderam perguntas sobre fé e políticas públicas num evento realizado na Faculdade Messiah, em Harrisburg, a capital do Estado.

Além disso, a Pensilvânia é considerado um 'swing state', ou seja, um Estado que habitualmente oscila entre dar a vitória a republicanos e democratas nas eleições gerais, o que faz dele um campo de batalha importante para os candidatos.

Nessas idas e vindas políticas, a afiliação religiosa costuma ter um papel importante, como se viu recentemente com o voto dos evangélicos brancos.

Em 2004, o presidente George W. Bush obteve quase 80 por cento dos votos dados por esse grupo em nível nacional. Mas, segundo o cientista político John Green, da Universidade de Akron, o então candidato democrata John Kerry conseguiu na Pensilvânia um resultado bem mais expressivo junto a esse eleitorado do que no resto do país -- teria ficado com 37 por cento dos votos.

Analistas vêem espaço para avanços democratas no Estado em novembro. Cerca de um quinto dos adultos da Pensilvânia são evangélicos, segundo o Fórum Pew para Religião e a Vida Pública.

'Acho que você vai encontrar muitos evangélicos aqui que se decidirão por Obama. Seu carisma e sua mensagem ressoam junto aos evangélicos que ampliaram sua pauta para olhar além do aborto e do casamento gay', disse o cientista político Dean Curry, que leciona na própria Faculdade Messiah.

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