Votação no Líbano é tranquila em eleição parlamentar polarizada

BEIRUTE - Os libaneses compareceram pacificamente às urnas neste domingo para uma eleição parlamentar crucial que opõe o Hezbollah e seus aliados, apoiados por Síria e Irã, contra um bloco apoiado pelos Estados Unidos e a Arábia Saudita.

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Mulher mostra dedo com tinta após votar no Líbano

Mulher mostra dedo com tinta após votar no Líbano

Longas filas se formaram pelas ruas próximas de alguns postos de votação em Beirute. Alguns eleitores disseram estar esperando há mais de duas horas para depositar seus votos nesta que é amplamente considerada uma disputa acirrada entre facções rivais.

Os dois lados discordam sobre a guerrilha do Hezbollah, mais forte que o exército libanês, e as relações com a vizinha Síria, que dominou o Líbano durante décadas até 2005.

Mesmo que o Hezbollah e seus aliados superem a pequena maioria de seus adversários no parlamento, o resultado mais provável da eleição é outro governo de "unidade nacional", talvez com um pequeno grupo de independentes mantendo o equilíbrio, dizem analistas.

Não houve relatos de violência nas primeira horas do pleito. As autoridades mobilizaram 50 mil soldados e policiais em todo o Líbano, concentrados nos distritos mais disputados em regiões majoritariamente cristãs.

"A democracia é uma benção que devemos preservar e que distingue o Líbano no Oriente Médio", disse o presidente Michel Suleiman depois de votar na cidade natal de Amchit, ao norte de Beirute. Ele instou os libaneses a votar "com calma e alegria".

Os cristãos, quase 40% dos 3,26 milhões de eleitores libaneses, estão divididos entre as duas maiores forças políticas, e a expectativa é que seus votos definam a eleição.

"Desta vez realmente importa", disse Charbel Nakouzi, de 40 anos, um banqueiro residente em Londres, na saída de um posto de votação no distrito de maioria cristã de Metn.

Apoiadores de facções rivais, vestindo camisetas com as cores dos partidos, distribuíam listas com nomes dos candidatos do lado de fora dos locais de votação.

Houve vários relatos de compra de votos antes da votação, e alguns expatriados libaneses receberam passagens aéreas de graça. Mas o ministro do interior, Ziad Baroud, disse que a votação em si transcorria pacificamente e o comparecimento parecia estar alto.

Os EUA, que consideram o Hezbollah um grupo terrorista, condicionaram seu apoio futuro ao Líbano à forma e às políticas do próximo governo. O Hezbollah, que diz precisar manter suas armas para conter Israel, faz parte do gabinete de saída.

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