Votação extra-oficial para primeiro-ministro chega ao fim no Iraque

A votação extra-oficial de dois dias, organizada pelo bloco al-Sadr para escolher um primeiro-ministro entre os cinco candidatos dos partidos que concorreram às eleições no Iraque, terminou hoje com uma alta participação, segundo os sadristas.

EFE |

Um dirigente do bloco al-Sadr, Hazem al-Arayi, disse que "o referendo acabou hoje às 17h local (11h, Brasília) e ocorreu sob a observação de uma equipe da Comissão Eleitoral e de observadores de diferentes blocos políticos".

Por sua vez, o porta-voz do grupo, Salah al Obeidi, anunciou que os resultados da consulta popular virão a públicos em dois dias e assegurou que "a percentagem de participação foi alta, inclusive mais alta que a das eleições do dia 7 de março".

Cerca de 40 mil seguidores do bloco al-Sadr, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, colaboraram na organização da votação.

No dia 30, o bloco al-Sadr solicitou à Comissão Eleitoral um "referendo" para escolher entre o atual primeiro-ministro Nouri al-Maliki, o ex-chefe de Governo Ayad Allawi, os dirigentes da Aliança Nacional Iraquiana (ANI), Ibrahim al-Jaafari e Adel Abdel Mahdi, e o membro do "Estado de Direito" Jaafar Mohammed Sadr.

A votação foi organizada pelo grupo, que concorreu ao pleito integrado na ANI, e considera que os partidos que se apresentaram às eleições foram incapazes de escolher um primeiro-ministro, embora esclareçam que o resultado da votação extra-oficial não será vinculativo a outros partidos.

A coalizão de Allawi, "Al Iraqiya", ficou em primeiro lugar no pleito do dia 7 com 91 deputados, dois a mais que a aliança de Maliki, o "Estado de Direito", o que não lhe permite governar sozinho e por isso o obriga a somar o apoio de outros grupos.

Maliki, por sua vez, também disse que negociaria para tentar forjar uma coalizão governante.

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