Votação de lei eleitoral é adiada até fim de recesso no Iraque

Por Waleed Ibrahim BAGDÁ (Reuters) - O Parlamento do Iraque adiou por pelo menos um mês a votação de uma lei eleitoral que tem provocado tensões com a minoria curda, atrasando também eleições locais em mais um teste para a democracia iraquiana.

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Parlamentares se encontraram nesta quarta-feira, na véspera do recesso de verão do Parlamento, na esperança de encontrar um acordo sobre a lei, que irá permitir a realização de eleições provinciais e irá definir o futuro da contestada cidade de Kirkuk.

Os curdos, que vêem em Kirkuk sua terra ancestral, querem incluir a cidade na semi-autônoma região curda. Os árabes e turcos querem que a cidade permaneça sob a autoridade do governo central.

A controvérsia já expôs profundas fissuras políticas enquanto o Iraque procura conseguir uma queda na violência cinco anos depois da invasão liderada pelos Estados Unidos para depor Saddam Hussein.

O presidente norte-americano, George W. Bush, ligou para líderes políticos nos últimos dias e a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs medidas para acalmar tensões.

O vice-presidente do Parlamento, Khalid al-Attiya, membro do maior bloco xiita do Iraque, disse que a lei eleitoral provavelmente seria retomada depois do final do recesso do verão no dia 9 de setembro.

'A questão das eleições provinciais foi adiada até o final do recesso de verão. É possível que uma sessão especial aconteça antes disso, mas isso é improvável', disse.

A ONU disse que o atraso da votação significava que seria difícil promover uma eleição neste ano. A entidade expressou frustração sobre a falha do Parlamento em conseguir um acordo.

'A ONU fez o possível para ajudar as partes a conseguirem um acordo para um texto de compromisso sobre Kirkuk --trabalhando dia após dia, hora após hora', disse Andrew Gilmour, diretor político da Missão da ONU no Iraque.

'Uma importante oportunidade de aprovar a lei eleitoral foi perdida hoje', disse Gilmour em nota.

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