Voos se normalizam no Brasil após dissipação de nuvem de cinzas de vulcão

Nuvem de cinzas vulcânicas do Chile que chegou terça a Rio Grande do Sul e Santa Catarina começou a dissipar-se no Atlântico

iG São Paulo |

Os voos entre Brasil e Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai voltaram à normalidade nesta quarta-feira após a reabertura dos aeroportos que haviam sido afetados pela disseminação das cinzas do complexo vulcânico chileno Puyehue-Cordón Caulle.

Um dia após as companhias aéreas brasileiras cancelarem quase 50 voos com destino ou procedentes dos países do Cone Sul em consequência da nuvem de cinzas, os voos programados para esta quarta-feira decolaram, tendo sido cancelados apenas alguns que deviam aterrissar em aeroportos do país durante a madrugada.

Os aeroportos brasileiros operam nesta quarta-feira normalmente depois de a Força Aérea Brasileira, em comunicado, informar que, após passar pela Região Sul, a nuvem chilena de cinzas vulcânicas começou a dissipar-se no Oceano Atlântico.

Segundo a Força Aérea, o que restou da nuvem está concentrado a uma altitude entre 4,6 mil e 6 mil metros, o que não impede a realização dos voos em outras altitudes. "O impacto para o tráfego aéreo foi bastante reduzido", disse em nota o gerente de fluxo de tráfego aéreo da Aeronáutica, major aviador Antonio Marcio Ferreira Crespo.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até as 13 horas haviam sido cancelados 14 dos 72 voos internacionais com decolagem e aterrissagem previstas desta quarta-feira a partir do Brasil, o equivalente a 19,4% do total.

O percentual era de quase 40% na mesma hora de terça-feira. Nem todos os voos, no entanto, foram cancelados pela nuvem de cinzas, e a maioria deles foi programada para chegar ao país na madrugada.

A companhia aérea TAM, a maior do país e responsável por mais de 80% dos voos internacionais entre as empresas brasileiras, informou em comunicado que está operando normalmente nesta quarta-feira.

Segundo a companhia, todos os voos desta quarta com destino a Buenos Aires, Assunção, Ciudad del Este, Santiago do Chile e Montevidéu decolaram como estava previsto e estão programando voos extras para levar passageiros afetados pelos cancelamentos de terça-feira.

Acrescentou que, de qualquer forma, seguem "acompanhando as atividades do vulcão e as condições meteorológicas" para adotar as "medidas adicionais necessárias".

Queda da atividade sísmica

A atividade do vulcão Puyehue, no sul do Chile, manteve sua tendência de queda nesta quarta-feira, enquanto as chuvas diminuíram nas últimas horas na região, apesar de estar mantido o risco de avalanches que possam arrastar o material expelido.

O último relatório do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) afirmou que "continua em queda a atividade sísmica associada ao Cordão Caulle", que abriga o vulcão Puyehue e que entrou em erupção no sábado depois de um último registro de 1961.

De acordo com Sernageomin, os terremotos associados à erupção caíram a "uma média de ocorrência de 7 eventos por hora", enquanto a coluna eruptiva, que no momento de maior pico da erupção superou os 12 km, caiu a cerca de 7,5 km.

As chuvas, no entanto, diminuíram nas últimas horas, de acordo com os serviços de meteorologia, apesar de se manter o risco de enxurradas por causa do acúmulo de cinzas e pedras nas cabeceiras dos leitos nascentes no vulcão, que poderão ser arrastados pelas chuvas, aumentando o volume de vários rios da região.

*Com EFE e AFP

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