Voo 253: autoridades tentam entender falha na segurança

O governo americano tentava compreender nesta segunda-feira como o terrorista do voo 253 conseguiu entrar no avião com explosivos, no momento em que o presidente americano, Barack Obama, se prepara para comentar o caso.

AFP |

A tentativa de um jovem nigeriano de fazer explodir em voo um avião da Northwest entre Amsterdã e Detroit (Michigan), com 290 pessoas a bordo, no dia de Natal, colocou em destaque a questão das medidas de segurança aérea, oito anos após os atentados do 11 de Setembro, que deixaram quase 3 mil mortos.

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab conseguiu entrar no voo 253 com pentrita, um explosivo muito potente.

O presidente Barack Obama "apresentou ao ministério da Segurança Interna a questão muito concreta de saber como alguém com algo tão perigoso como pentrita conseguiu pegar um avião em Amsterdam", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Em pronunciamento que começou há pouco, Obama diz ao povo americano que é crucial manter a pressão sobre os grupos terroristas, detalhando a revisão das normas de segurança que determinou após a tentativa de atentado.

Segundo outro porta-voz da Casa Branca, Bill Burton, "o presidente destacará a tentativa de ataque terrorista no dia do Natal".

A titular da Segurança Interna, Janet Napolitano, destacou a questão de como um suspeito pôde pegar um avião com visto americano após seu pai alertar as autoridades dos Estados Unidos sobre a atitude radical do filho.

Esta questão fará "parte do processo" de revisão das medidas para se evitar que um "passageiro perigoso possa embarcar para os Estados Unidos", disse Napolitano à CNN.

Em Detroit, a Justiça indicou que o jovem nigeriano, que se queimou durante o atentado, será apresentado a um juiz federal no dia 8 de janeiro, quando ocorrerá a acusação formal.

Obama ainda não fez qualquer declaração pública após o atentado, mas segundo seus assessores, o presidente "deu a ordem para a adoção de todas as medidas necessárias para reforçar a segurança das viagens aéreas".

Funcionários da Casa Branca revelaram que Obama pediu um relatório urgente sobre o incidente, no momento em que crescem as críticas de seus adversários sobre a política de segurança do atual governo.

Bill Burton, porta-voz de Obama no Havaí, disse que o "presidente não quer politizar a questão do incidente aéreo (...) e tratá-la como politicagem, mas sim reencontrar a unidade que mobilizou o país após o 11 de Setembro".

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