Voluntários italianos e somalis são seqüestrados na Somália

(atualiza com informação de Mogadíscio) Mogadíscio/Roma, 21 mai (EFE).- Um grupo de homens armados seqüestrou hoje dois voluntários italianos e outro somali no povoado de Awdhegle (sul da Somália), informaram à Efe moradores locais.

EFE |

"Os seqüestradores usaram caminhonetes com metralhadoras, atacaram a residência por volta das 15h (21h horário de Brasília), desarmaram os agentes de segurança e levaram os três voluntários", disse por telefone à Efe Abukar Hassan Nour.

"Não sabemos quem são (os seqüestradores) nem o motivo que os levou a seqüestrar os voluntários, mas os capturados são um especialista agrícola - Giuliano -, uma administrativa - Iolanda - e um colega somali - Abdulrahman Yousef Arrale -", acrescentou a testemunha.

Fontes da equipe de segurança da ONG disseram à Efe que os assaltantes levaram também todos os equipamentos da CINS que estavam no escritório.

A chefe da Unidade de Crise do Ministério de Exteriores italiano, Elisabetta Belloni, disse que o departamento entrou em contato com os responsáveis da ONG, que confirmaram os seqüestros em Awdhegle.

O ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, autorizou a ativação de "todos os mecanismos institucionais para dar assistência aos dois seqüestrados, que sabem que é difícil a operação no local", informaram fontes do Ministério.

Occhipinti e Paganini participavam há vários meses de um projeto de melhorias agrícolas na região, financiado pela União Européia (UE) e pela cooperação italiana, sob supervisão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), segundo a imprensa local.

Não se sabe qual grupo pode estar por trás deste seqüestro.

Milicianos islâmicos advertiram há vários dias que pensavam em atacar voluntários e jornalistas dos Estados Unidos em represália a um ataque aéreo do país que matou um dos fundadores da organização armada Al Shabab, Adam Hashi Ayrow.

Ainda seguem seqüestrados um britânico e um queniano que trabalhavam para a FAO e que foram seqüestrados em 1º de abril.

Desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, a Somália vive sem que um Governo central tenha conseguido impor sua autoridade no país, à mercê das ações armadas de milicianos irregulares ou de lutas entre os "senhores da guerra".

Segundo dados da ONU, 2,6 milhões de somalis dependem da ajuda internacional para sobreviver. EFE aa/fh/gs

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