Voluntários dominicanos têm problemas psicológicos após trabalharem no Haiti

Santiago (R.Dominicana), 19 jan (EFE).

EFE |

- Um grupo de voluntários dominicanos, que viajou na última quinta-feira passada para o Haiti em trabalhos de resgate, necessitou de assistência psicológica após retornar a seu país, devido a traumas sofridos ao presenciar "cenas que jamais imaginaram".

"Eles chegaram traumatizados pelas difíceis situações com as quais tiveram que lidar no Haiti após a catástrofe", disse à imprensa local um responsável da Defesa Civil.

A fonte explicou que os traumas que apresentam muitos dos voluntários ao ver o drama que vive o Haiti é tão grave que foi necessário submetê-los a tratamentos psicológicas.

"O que se vê quando se chega a Porto Príncipe é algo indescritível, as pessoas caminham sobre cadáveres, e isso traumatiza qualquer um. São humanos jogados às ruas como animais", apontou.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE as/fm

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