Volta de Zelaya a Honduras é irresponsável, diz representante dos EUA na OEA

WASHINGTON - A volta clandestina do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país foi irresponsável e não serve aos interesses de seu povo, declarou nesta segunda-feira o representante americano ante a Organização dos Estados Americanos, Lewis Anselem.

Redação com agências internacionais |

"O retorno do presidente Zelaya a Honduras é irresponsável e não serve nem aos interesses de seu povo nem aos das pessoas que buscam o restabelecimento pacífico da ordem democrática em Honduras", afirmou Anselem ante o Conselho Permanente da OEA, reunido em sessão extraordinária.

"As pessoas que facilitaram o retorno do presidente Zelaya têm uma especial responsabilidade em prevenir a violência e o bem-estar do povo hondurenho", explicou o diplomata, sem dar maiores detalhes.

Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho deste ano, voltou a Honduras na última segunda-feira e está desde então refugiado na embaixada Brasileira.

Isolamento internacional

As autoridades que assumiram o país após o golpe de 28 de junho aprofundaram seu isolamento internacional ao impedir a entrada no país de vários membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), que iriam preparar uma visita de chanceleres que tentam mediar a crise.

Um enviado da OEA disse à agência Reuters, no entanto, que é possível que os chanceleres da organização visitem Honduras na quarta ou na quinta-feira para tentar promover o diálogo entre Zelaya e o governo que o substituiu após o golpe.

Protestos nesta segunda

As autoridades se preparam nesta segunda-feira para uma nova onda de protestos emitindo um decreto presidencial que suspende durante 45 dias o direito à liberdade de associação e de circulação, além de facilitar prisões e o silenciamento de meios de comunicação.

Zelaya, que voltou na segunda-feira passada em segredo e se refugiou na embaixada brasileira, convocou seus partidários a uma "ofensiva final" nesta segunda-feira, quando deve acontecer uma manifestação. O governo o acusa de incitar a violência.

"Fazemos um chamado a todos os grupos de manifestantes afinados ao senhor Zelaya para que deixem de lado suas atitudes de provocação e acatem as presentes disposições", disse um comunicado da presidência lido em uma cadeia de rádio e televisão.

* Com Reuters e AFP

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