Volta de tropas dos EUA no Iraque exigirá esforço maciço, diz relatório

Washington, 25 mar (EFE).- Os planos do Pentágono para retirar 140 mil soldados americanos no Iraque até 2011 vão requerer um esforço maciço, e o Governo terá que elaborar uma estratégia clara sobre suas metas no país árabe, alertou hoje o Escritório de Supervisão do Governo (GAO, na sigla em inglês).

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"A retirada destas forças e de seus equipamentos e materiais suporão um esforço maciço e custoso", diz um relatório do GAO a respeito da logística envolvida numa eventual retirada das tropas americanas no Iraque ao longo dos próximos dois anos.

O documento, divulgado numa sessão da Câmara de Representantes por Jacquelyn Williams-Bridgers, diretora para Assuntos Internacionais e de Comércio do GAO, também destaca que os projetos de infraestrutura no Afeganistão correm risco devido à "falta de segurança".

"Uma estratégia para o Iraque deve esclarecer as condições que os EUA esperam alcançar para assegurar uma redução responsável das tropas", diz a análise solicitada pela Comissão das Forças Armadas dentro da câmara baixa.

Segundo o GAO, que é o braço investigador do Congresso, o Governo iraquiano registrou avanços em matéria de segurança, mas ainda precisa de assistência em matéria de investimentos, fortalecimento das instituições e capacidade para a prestação de serviços básicos à população.

"Embora a violência tenha diminuído, as condições de segurança permanecem frágeis, segundo o Pentágono", acrescenta o relatório do escritório.

Segundo o documento, até janeiro, os EUA tinham cerca de 144 mil soldados no Iraque. Porém, o Pentágono planeja reduzir esse contingente para 128 mil até setembro.

Essa redução seria alcançada com retirada de duas das 14 brigadas que os EUA mantêm no Iraque e com o retorno de suas unidades de apoio, indica o relatório. EFE mp/sc

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