Viúvo de Bhutto toma posse como presidente no Paquistão

Asif Ali Zardari, o viúvo da ex-primeira ministra assassinada Benazir Bhutto, tomou posse no Paquistão nesta terça-feira, depois de ter sido eleito no Parlamento com ampla maioria no sábado. Zardari tomou posse no Parlamento, em meio à intensa segurança.

BBC Brasil |

A eleição foi convocada depois da renúncia do presidente Pervez Musharraf, que deixou o cargo sob ameaça de impeachment.

O novo presidente enfrenta sérios problemas econômicos e uma crescente insurgência islâmica que ameaça a frágil estabilidade paquistanesa.

Na votação de sábado, a explosão de uma bomba na cidade de Peshawar causou a morte de 30 pessoas.


Asif Ali Zardari acena ao chegar para uma coletiva de imprensa / Reuters

Segundo a correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett, a cerimônia de posse, que teve convidados como o presidente afegão, Hamid Karzai, e foi transmitida ao vivo por redes de TV de renome como a BBC World e a CNN, serviu como oportunidade para que Zardari pudesse se introduzir no cenário internacional.

Desafios

Reparar as relações com o país vizinho é apenas um dos desafios a ser enfrentados pelo novo presidente. Karzai acusa o Paquistão de não fazer o bastante para impedir que militantes atravessem a fronteira com o Afeganistão para lançar ataques.

O filho de Zardari e Bhutto, Bilawal - co-presidente do Partido do Povo do Paquistão - estava na platéia, entre diplomatas e políticos.

Também estavam presentes altos representantes das Forças Armadas, que geralmente eram vistas como inimigos por Zardari e seu partido.

O novo presidente foi recebido com aplausos ao entrar na Câmara e, ao tomar posse, jurou obediência à Constituição e ao Islã, a ideologia de Estado do Paquistão.

Depois do juramento, a platéia gritou "Vida longa a Bhutto", uma lembrança, segundo a correspondente da BBC, de que ele conquistou a posição porque assumiu a liderança do partido depois do assassinato de sua mulher em um atentado, em dezembro passado.

Ele é um dos políticos mais controversos do Paquistão. Por anos, Zardari foi acusado de corrupção - mas ele nunca chegou a ser condenado.

Suas prioridades políticas ainda devem ser anunciadas. Seu grande desafio será desenvolver uma política efetiva para lidar com a insurgência islâmica e com os Estados Unidos - um aliado cada vez mais agressivo que recentemente bombardeou alvos militantes na fronteira do Paquistão.

Zardari foi eleito com 481 dos 702 votos do Parlamento e de quatro Assembléias regionais, um número que lhe garantiu a vitória confortavelmente deixando seus dois concorrentes para trás.

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