Viúva nega rumor sobre filho ilegítimo de Pinochet no Equador

Santiago do Chile, 21 jun (EFE).- Lucía Hiriart, a viúva do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, qualificou de infame um livro recente no qual se afirma que seu marido teve um filho ilegítimo no Equador durante a década de 50, quando foi instrutor de uma academia militar no país.

EFE |

"Não é menor a infâmia que se comete ao dedicar páginas ao 'mito do sexto filho', que se baseia só em rumores, sem que se entregue antecedente sério algum, com o que só se procura insultar a honra de nosso âmbito familiar", disse a viúva em carta "a todos os chilenos" publicada hoje no jornal "El Mercurio".

Hiriart se refere ao livro "La Familia: historia privada de los Pinochet", de Claudia Farfán e Fernando Vega, que inclui o capítulo "O mito do sexto filho", sobre a existência de um suposto descendente equatoriano do ex-ditador, que morreu em dezembro de 2006.

Em seu casamento com Hiriart, Pinochet teve cinco filhos: Lucía, Augusto, Verónica, Jacqueline e Marco Antonio.

Segundo o texto, a existência desse sexto descendente é um dos segredos que Pinochet levou ao túmulo. Ele se chamaria Juan e teria cerca de 50 anos, vivendo boa parte deles quase na clandestinidade.

Juan também teria seguido a carreira militar e sua mãe seria uma rica pianista equatoriana chamada Piedad, cuja relação com Pinochet teria feito com que Hiriart abandonasse temporariamente o marido em Quito, diz o livro.

Na carta, a viúva critica os ataques contra quem "já não pode se defender", e afirma que os fatos relatados na publicação constituem "situações irreais, baseadas em boatos, para difamar especialmente" a reputação do marido.

Ela acrescenta que chama "poderosamente" a atenção que, no livro, "nada se diga sobre a perseguição política" que a família viveu "na própria carne, com detenções arbitrárias e falsas acusações". EFE ns/db

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