A ex-primeira dama dos Estados Unidos, Nancy Reagan, disse que ainda vê o marido Ronald e conversa com ele. À noite, se eu acordo, eu acho que Ronnie está ali e começo a falar com ele.

E eu o vejo", ela disse à revista americana Vanity Fair.

Hoje aos 87 anos, a viúva falou sobre como ainda sente falta do marido, que morreu em 2004.

Em outro trecho da entrevista, ela também mencionou que a atual primeira-dama, Michelle Obama, telefonou para ela para pedir conselhos sobre como cuidar da Casa Branca.

A sugestão da senhora Reagan foi que Michelle Obama fizesse mais jantares oficiais. Nancy e Ronald Reagan ofereceram mais de 50, em contraste com o casal Bush, que realizou seis desses eventos.

"Apenas se divirta e faça alguns negócios. É assim que Washington funciona", ela disse à nova primeira-dama.

Astrologia

Esta não foi a primeira vez que Nancy Reagan recebeu uma ligação telefônica da família Obama.

O público americano sabe bem do interesse da ex-primeira-dama por astrologia. Em 1988, Nancy Reagan foi criticada e ridicularizada quando revelou-se que ela consultou astrólogos no período em que viveu na Casa Branca.

A paixão de Nancy Reagan por assuntos esotéricos acabou dando margem a uma gafe de Barack Obama logo após sua eleição.

Durante uma coletiva para a imprensa em novembro, um jornalista perguntou ao novo presidente se ele havia pedido conselho a algum antecessor.

Ele respondeu que havia conversado apenas com os vivos, e acrescentou: "Eu não quero entrar naquela história da Nancy Reagan, de fazer minhas sessões espíritas."
Obama telefonou para a viúva quase imediatamente para se desculpar.

Em sua entrevista à Vanity Fair, Nancy Reagan foi simpática em relação ao casal Obama, embora admita ter votado para o candidato republicano, John McCain, nas eleições presidenciais.

"Achei que Obama fez a melhor campanha que já vi", disse. "Disciplinada, bem organizada, muito, muito boa".

Ela disse aprovar as medidas que o novo presidente adotou para permitir o uso de células tronco embrionárias em pesquisas científicas sobre doenças como o Mal de Alzheimer, que afetou Ronald Reagan durante tantos anos antes de ele morrer, aos 93 anos.

Ela contou que, embora odeie viajar, teria voado da Califórnia para mostrar sua aprovação à mova medida.

Os trechos mais comoventes da entrevista, no entanto, são aqueles em que Nancy Reagan fala do marido.

"Sinto saudade de Ronnie, uma imensa saudade. As pessoas dizem que isso melhora. Mas não melhora não".

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