Viúva de ex-presidente de Ruanda é presa na França

Por Thierry Leveque PARIS (Reuters) - A viúva do ex-presidente da Ruanda Juvenal Habyarimana, suspeito de ter instigado o genocídio de 1994 no país, foi presa em Paris nesta terça-feira, informou um porta-voz da polícia.

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Um mandado de prisão internacional por Agathe Habyarimana foi emitido na semana passada por autoridades ruandesas, que apelaram para que Paris perseguisse os suspeitos genocidas ruandeses vivendo na França.

A detenção da ex-primeira-dama ocorre apenas uma semana depois de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, visitar Ruanda, onde ele admitiu que Paris cometeu graves erros de julgamento sobre o genocídio e disse querer a punição de todos os responsáveis pelos assassinatos.

Autoridades ruandesas elogiaram a detenção de Habyarimana.

"Finalmente o braço da lei está tomando seu rumo", disse o ministro da Justiça da Ruanda, Tharcisse Karugarama, que se negou a ligar a detenção à visita de Sarkozy.

"Poderia ser uma coincidência, mas seja o que for, é um bom sinal, são boas notícias", disse ele à Reuters.

França e Ruanda cortaram relações diplomáticas em 2006 depois que um juiz de Paris acusou o atual presidente da Ruanda, Paul Kagame, e nove assistentes de derrubarem a tiros um avião de Habyarimana em abril de 1994, incidente que catalisou o massacre de 800 mil tutsis e hutus moderados, mortos em menos de 100 dias nas mãos de esquadrões da morte hutus radicais.

Agathe deixou a Ruanda três dias depois que seu marido morreu e se mudou para a França, mas autoridades ruandesas estão convencidas de que ela teve um papel chave no planejamento do massacre.

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