Por Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) - Animado com sua vitória clara no debate final na televisão, o líder conservador britânico David Cameron tentou convencer nesta sexta-feira os eleitores indecisos de que podem confiar a ele o futuro da Grã-Bretanha.

" /

Por Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) - Animado com sua vitória clara no debate final na televisão, o líder conservador britânico David Cameron tentou convencer nesta sexta-feira os eleitores indecisos de que podem confiar a ele o futuro da Grã-Bretanha.

" /

Vitorioso na TV, Cameron busca confiança de eleitores britânicos

Por Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) - Animado com sua vitória clara no debate final na televisão, o líder conservador britânico David Cameron tentou convencer nesta sexta-feira os eleitores indecisos de que podem confiar a ele o futuro da Grã-Bretanha.

Reuters |

Por Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) - Animado com sua vitória clara no debate final na televisão, o líder conservador britânico David Cameron tentou convencer nesta sexta-feira os eleitores indecisos de que podem confiar a ele o futuro da Grã-Bretanha.

Faltando uma semana para a eleição, pesquisas de opinião de votos consideraram Cameron, de 43 anos, o vencedor do terceiro e último debate televisionado entre os candidatos, na noite de quinta-feira.

O líder liberal-democrata Nick Clegg, de 43 anos , foi o segundo colocado, e o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, de 59, ficou em último lugar.

"A eleição está longe de estar decidida. Estamos ingressando na fase mais dinâmica e importante desta campanha. Nada está garantido", disse Cameron durante uma escala animada de sua campanha, em uma escola em Derby, região central da Inglaterra.

Seu Partido Conservador, de centro-direita, quer afastar o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, no poder há 13 anos, mas sua vantagem antes grande nas pesquisas de opinião vem encolhendo nas últimas semanas.

A maioria das pesquisas de opinião sugere que a eleição de 6 de maio resultará em um Parlamento dividido, no qual nenhum partido terá maioria decisiva. Isso pode privar os conservadores da chance de governar sozinhos, obrigando-os a buscar o apoio do Partido Liberal-Democrata.

Os debates na TV, uma novidade na Grã-Bretanha, elevaram o perfil de Nick Clegg, até então pouco conhecido, e levaram as perspectivas de seu partido a ultrapassar as do Partido Trabalhista em muitas pesquisas de opinião.

As pesquisas sugerem que, embora muitos eleitores estejam fartos de Gordon Brown, eles não têm certeza de confiar em Cameron, ex-executivo de relações públicas e nascido de família muito rica.

Animado após o debate, Cameron tentou aumentar a confiança dos eleitores nele, apresentando um "contrato com os eleitores" que traz as políticas conservadoras principais relativas à moralização da política, o fomento do crescimento econômico e o combate aos problemas sociais.

"Este contrato vai apresentar nosso lado da barganha, o que vamos fazer, e peço que as pessoas o leiam e cobrem de nós, para garantir que façamos nossa parte", disse ele.

O Partido Trabalhista imediatamente desprezou o contrato, dizendo que é um "truque de vigarista". Mas a campanha trabalhista ainda luta para superar as consequências de uma gafe desastrosa cometida por Brown na quarta-feira, quando foi flagrado tachando uma eleitora trabalhista de "bitolada".

O RETORNO DE BLAIR

O Partido Trabalhista convocou a ajuda do predecessor de Brown, o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que saiu às ruas para fazer campanha pelo partido em Londres.

O carismático Blair foi eleito três vezes sucessivas, um recorde, a partir de 1997, mas não ficou claro se muitos eleitores ficariam felizes em vê-lo retornar. Quando ele deixou o governo, em 2007, sua popularidade estava em baixa, principalmente em função da guerra no Iraque.

Muitas pessoas dos mercados financeiros expressaram o temor de que um Parlamento dividido possa provocar um impasse político e atrasar a tomada de decisões difíceis sobre o déficit, que, com a recessão, cresceu para cerca de 11 por cento do PIB.

Embora muitas pessoas que atuam nos mercados sejam favoráveis aos conservadores, a escolha por David Cameron do jovem George Osbourne como provável ministro das Finanças de seu governo vem suscitando alguns receios. Cameron, porém, defendeu Osborne na sexta-feira.

"George é um excelente ministro financeiro na sombra", disse ele, usando o título oficial de Osbourne como porta-voz financeiro principal da oposição.

"Acho que ele dará um grande ministro das Finanças. Acho que ele já demonstrou que possui a capacidade de julgamento e a atitude decisiva que serão necessárias."

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG