Vítimas no sul da França morreram com tiro na cabeça, diz procurador

Disparos foram feitos à queima-roupa; testemunhas e câmera de segurança indicam que atirador gravou ataque à escola

iG São Paulo |

As sete vítimas dos ataques em Toulouse e Montauban , no sul da França, morreram com um tiro na cabeça à queima-roupa, afirmou nesta terça-feira o procurador da República que é responsável pela investigação, François Molins.

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"Todas as vítimas morreram por causa de um tiro à queima-roupa na altura da cabeça", declarou em uma coletiva de imprensa o procurador ao afirmar que as autoridades "estão trabalhando com todas as possibilidades".

AP
Judeu se emociona em cerimonia de homenagem a vítimas do ataque em Toulouse, na França
Molins acrescentou que o possível autor dos três ataques dos últimos dias, em que morreram três militares, um rabino e três crianças, sabe que está sendo "perseguido" e é "capaz de agir novamente". É "um indivíduo extremamente determinado, que tem sempre o mesmo modo de agir e cujas ações são premeditadas", afirmou o promotor que dirige a investigação, classificada como antiterrorista.

O suspeito, que se locomove de moto, matou um militar no dia 11 de março em Toulouse, outros dois no dia 15 de março em Montauban (55 km ao norte), e um rabino e três crianças em um ataque contra uma escola judaica de Toulouse, na segunda-feira. Os três militares mortos eram de origem magrebina.

O procurador de Paris, onde estão centralizadas as investigações em virtude da competência antiterrorista da procuradoria parisiense, destacou que as três ações constituem atos premeditados e de "terrorismo".

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"As circunstâncias em que foram cometidas essas três massacres perturbaram gravemente a ordem pública pela intimidação e pelo terror, e os ataques podem ser caracterizados como atos de terrorismo no sentido da definição contida em nosso código penal", explicou.

Segundo o promotor, os investigadores ouviram centenas de pessoas, mas não houve detenções.

Câmera

Mais cedo nesta terça-feira, o ministro do Interior francês disse que o homem que atirou contra a escola judaica de Toulouse pode ter filmado o ataque, pois ele portava uma câmera de vídeo.

"Uma testemunha contou ter visto uma pequena câmera de vídeo amarrada ao pescoço do atirador", afirmou Gueant, em entrevista à rádio Europe 1. Ele acrescentou que imagens das câmeras de segurança da escola teriam mostrado algo pendurado ao pescoço do homem, que poderia ser um equipamento de filmagem.

Autoridades francesas estão ligando o ataque à escola judaica de Toulouse às mortes de três soldados de ascendência norte-africana e muçulmanos em dois incidentes separados na semana passada. Todos os incidentes ocorreram num raio de 50 km, entre as cidades de Toulouse e Montauban.

*Com AFP

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