Bogotá, 10 jul (EFE).- As associações de vítimas de seqüestros pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia exigiram hoje visibilidade para os 240 seqüestrados mantidos pelo grupos guerrilheiro colombiano.

Em entrevista coletiva em Bogotá, Claudia Llanos, porta-voz da Fundação País Livre, ressaltou o imperativo de "começar a dar visibilidade e identificar as vítimas do ELN" para saber "o que aconteceu, quantos são, para que lugares foram levados e qual é a situação dos seqüestrados".

O ELN é, atualmente, o segundo maior grupo ilegal que mantém mais seqüestrados no mundo, só atrás das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cujos 700 cativos freqüentemente deixam em um segundo plano o drama do seqüestro na Colômbia, segundo manifestaram os organizadores.

Entre as particularidades dos seqüestros do ELN está em eles só serem realizados com objetivos de extorsão, e nunca políticos, pelo que não existe um interlocutor válido para negociar a libertação, à margem das próprias famílias.

Llanos sustenta que, dos seqüestrados, a maioria retidos nas selvas, somente 20% poderiam ser resgatado graças a operações militares como a do dia 2 de julho, que terminou com a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, feito que deve significar "uma esperança".

"O resgate é a primeira alternativa que o seqüestrado tem para retornar com vida", destacou Llanos.

Os organizadores aderiram à manifestação convocada para 20 de julho em diversas cidades do mundo para exigir a libertação dos seqüestrados na Colômbia, mas destacaram a necessidade de dar ênfase às vítimas que representam.

O ELN é um grupo guerrilheiro de esquerda surgido em 1964, que atualmente têm suspensas as negociações de paz com o Governo colombiano e cuja estratégia de financiamento é o seqüestro extorsivo, segundo reconheceram publicamente. EFE ast/rb/db

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