Vítimas de La Cantuta foram cremadas, dizem peritos

Lima, 18 ago (EFE).- Os restos das vítimas do massacre de La Cantuta, cometido em 1992 pelo grupo militar encoberto Colina, foram cremados, confirmaram hoje peritos da Polícia durante o julgamento do ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000).

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O processo por supostas violações aos direitos humanos entrou hoje na fase de ratificação pericial, com a apresentação de um grupo de dez legistas da Polícia Nacional (PNP) que investigou os casos de Barrios Altos e La Cantuta.

O legista Gustavo Cerrillo confirmou que os restos ósseos encontrados em 1993 em duas fossas na região de Cieneguilla, em Lima, aparentemente pertenceram a duas mulheres e três homens, das quais pelo menos um apresentava ferimentos de bala.

Acrescentou que todas as vítimas mostravam características de ter sido expostas "à ação direta de fogo".

Cerrillo comentou ainda os resultados dos relatórios sobre os restos encontrados nas imediações da estrada da região de Huachipa, em Lima, onde foram achados outros restos dos estudantes universitários.

O especialista disse que esses restos aparentemente correspondiam a oito pessoas, mas a equipe de peritos não pôde terminar seu trabalho nem emitiu suas conclusões, porque a investigação fiou a cargo dos militares.

No massacre de La Cantuta, cometido em 1992 pelo grupo militar encoberto Colina, foram seqüestrados e assassinados nove estudantes e um professor da universidade 'Enrique Guzmán y Valle', conhecida como La Cantuta. EFE dub/mh

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