Vítimas de Josef Fritzl começam nova vida fora da clínica

Viena, 29 dez (EFE).- As vítimas do seqüestro e dos abusos sexuais de Josef Fritzl, o austríaco que confessou ter trancado e abusado sexualmente da filha durante 24 anos em Amstetten, saíram da clínica na qual estavam internadas desde que o caso foi revelado, em abril.

EFE |

O advogado da família, Christoph Herbst, divulgou hoje esta informação, mas se negou a dar qualquer informação sobre o paradeiro de Elisabeth e de seus seis filhos, entre 5 e 19 anos, que nasceram das violações a que ela foi submetida por seu pai durante 24 anos de clausura.

Herbst disse que a família agora está vivendo por conta própria e a rádio pública "ORF" acrescentou que o local do domicílio não será revelado para que seus membros possam começar uma nova vida.

A família esteve separada durante anos - já que três dos filhos viviam na casa de Fritzl e sua mulher, enquanto outros três permaneceram presos no porão com sua mãe -, e pôde finalmente se encontrar na clínica de Amstetten-Mauer.

Nos últimos oito meses, os membros da família estiveram internados e contaram com uma ampla equipe de profissionais para lhes dar apoio, incluindo psicólogos, psicoterapeutas, neurologista, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Fritzl se encontra em prisão preventiva em Sankt Pölten e a Promotoria pedirá para ele prisão perpétua pela morte de um dos bebês que nasceu da relação incestuosa com sua filha.

O próprio acusado reconheceu ter queimado na caldeira de sua casa os restos de seu filho que morreu pouco depois do parto.

Fritzl também deverá responder na Justiça pelas acusações de estupro, seqüestro, incesto e escravidão. EFE ll/ab

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