Vítimas de austríaco que abusou de filha agradecem à Polícia pela proteção

Viena, 12 ago (EFE) - Os parentes de Josef Fritzl, o austríaco que confessou ter trancado e abusado sexualmente da filha durante 24 anos em Amstetten, Áustria, agradeceram aos agentes policiais que os protegeram da imprensa desde que o caso veio à luz, no final de abril. O jornal regional da Baixa Áustria Niederösterreichische Nachrichten (NÖN), no suplemento local para Amstetten, afirma que a Inspetoria da Polícia de Ulmerfeld-Hausmening recebeu um inesperado agradecimento em 6 de agosto, enviado por Elisabeth Fritzl e os seis filhos dela. O presente consistiu em um cesto de doces, uma torta e um quadro pintado pelas crianças e pela mãe. Queremos expressar nosso profundo agradecimento pela empatia, participação e proteção (dos agentes). No momento mais difícil, nos transmitiram muita força e segurança, escreveram as vítimas de Josef Fritzl.

EFE |

Segundo o inspetor Karl Gschöpf, o ato surpreendeu os policiais, que protegeram as vítimas por turnos, com horas-extras, durante seis semanas, 24 horas por dia, a partir de 27 de abril, quando foram libertados do porão e o pai-avô foi detido.

Assim, a família esteve protegida da imprensa e principalmente dos paparazzi, tanto quando saiu de casa quanto quando ficou hospedada na Clínica Amstetten-Mauer.

Sobre Elisabeth, que hoje tem 42 anos, o inspetor assegurou que é "uma mulher muito forte e sólida, que faz tudo pelos filhos e se ocupa deles de forma enternecedora".

Ele destacou que a família ainda precisará de muito tempo para poder levar uma vida normal e pediu à imprensa para respeitar a necessidade das vítimas.

Josef Fritzl, de 73 anos, continua em prisão preventiva na penitenciária de Sankt Pölten (a capital do Estado federado de Baixa Áustria), enquanto a Promotoria da mesma cidade prepara a acusação para poder abrir ainda este ano o processo judicial contra si. EFE wr/db

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