Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - Os pacientes de gripe suína no México eram jovens, e muitos estavam em boas condições de saúde antes de desenvolverem graves infecções, disseram médicos nesta segunda-feira.

Os primeiros estudos detalhados sobre o surto do novo vírus da gripe H1N1 mostram que a epidemia no México se assemelha às primeiras etapas de outras pandemias, e que ainda não há como prever quem será gravemente afetado pelo vírus.

A Organização Mundial de Saúde já confirmou 70.893 casos da nova pandemia da gripe H1N1, com 311 mortes. No entanto, autoridades médicas dos Estados Unidos afirmaram na semana passada que provavelmente há pelo menos um milhão de casos só no país. Iraque, Lituânia, Mônaco e Nepal todos confirmaram seus primeiros casos da gripe nesta segunda-feira.

O doutor Rogelio Perez-Padilha do Instituto Nacional de Doenças Respiratórias na Cidade do México estudou, com colegas, 18 casos de H1N1 entre março e abril, mais da metade com idades entre 13 e 47 anos.

Apenas oito tinham problemas médicos pré-existentes que poderiam piorar a infecção pela gripe, disseram os pesquisadores em documento, --incluindo pressão alta, diabete, asma e apneia noturna. Sete morreram --todos de falência múltipla dos órgãos.

Os médicos afirmam que 90 por cento dos pacientes gravemente afetados tinham menos de 50 anos --em comparação com a gripe sazonal, que na maioria das vezes causa apenas sintomas leves em pessoas com menos de 65 anos.

"A maioria de nossos pacientes era jovem ou de meia-idade e estava saudável até então", disseram em seu relatório, publicado na revista New England Journal of Medicine.

"Um fator que contribui para o falecimento entre nossos pacientes pode ter sido o atraso na internação e o atraso para começar a tomar oseltamivir".

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