Vitaminas E e C são ineficazes para impedir doenças cardiovasculares

Os complementos de vitaminas E e C são ineficazes para impedir enfermidades cardiovasculares nos homens, segundo um estudo clínico de longa duração divulgado no domingo nos Estados Unidos.

AFP |

O estudo "Physicians's Health Study II" foi realizado com 14.651 participantes, todos médicos com idade superior a 50 anos, considerados em 95% sob risco de desenvolver uma doença cardiovascular no início do estudo, em 1997.

Aproximadamente 5% (754) dos participantes já sofriam de enfermidades cardiovasculares no início do estudo.

As pessoas foram selecionadas ao acaso para consumir 400 unidades internacionais de vitamina E a cada dois dias e 500 miligramas de vitamina C diariamente, ou placebos.

"Durante um período médio de acompanhamento de oito anos, houve 1.245 casos confirmados de incidentes cardiovasculares graves", afirma o doutor Howard Sesso, do hospital Brigham and Women da Faculdade de Medicina da Universidade de Havard em Boston (Massachusetts), principal coordenador do estudo apresentado na conferência anual da 'American Heart Association' reunida este fim de semana em Nova Orleans (Louisiana, sul).

Os cientistas registraram 511 infartos do miocárdio, 464 ataques cerebrais e 509 falecimientos ocorridos depois de uma crise cardíaca. Alguns participantes sofreram vários ataques cardiovasculares.

Comparado com o grupo que tomou placebos, nem a vitamina E nem a vitamina C teve efeitos sobre a mortes por ataques cardiovasculares, indicaram os autores do estudo, publicado no domingo na edição on-line do Journal of the American Medical Association (JAMA).

"A vitamina E esteve ainda vinculada a um aumento do risco de ataque cerebral hemorrágico", destaca o estudo.

js/fp

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