Visita do Hamas ao Egito termina com expectativas de trégua com Israel

Cairo - Uma delegação do Hamas terminou hoje uma visita de dois dias ao Egito e partiu para Damasco, depois de se reunir com o chefe dos serviços de inteligência egípcios, Omar Suleiman, com a expectativa de uma trégua gradual com Israel, informa hoje o jornal árabe internacional Al Hayat.

EFE |

Embora as autoridades egípcias tenham imposto sigilo total sobre essas conversas, o "Al Hayat" afirma que a trégua entre o Hamas e Israel poderia acontecer em três fases, e a primeira seria aplicada durante seis meses na Faixa de Gaza e depois se estenderia à Cisjordânia.

A delegação, liderada pelo número dois do escritório político do grupo islâmico palestino na capital síria, Moussa Abu Marzuk, avaliou com as autoridades egípcias, que fazem a mediação nas negociações, o possível cessar-fogo na Faixa de Gaza, que incluiria o fim do lançamento de foguetes sobre o território israelense.

Fases da trégua

O "Al Hayat", que cita "fontes palestinas de confiança" em Gaza, afirma que a primeira fase do cessar-fogo começaria três dias depois que o Egito anunciasse a "hora zero", e incluiria a reabertura dos postos fronteiriços de Karni e Sufa, entre Gaza e Israel.

A segunda etapa começaria uma semana depois da aplicação da primeira fase, e contemplaria a suspensão do embargo de mercadorias sobre a Faixa de Gaza, exceto dos produtos usados pelos milicianos para fabricar armas, explosivos e foguetes.

Na terceira fase, que se desenvolveria uma semana depois da segunda, seria aberta a passagem fronteiriça de Rafah, entre Gaza e Egito, e Israel deixaria de intervir nos assuntos relativos a este posto na fronteira.

Segundo as fontes, citadas pelo jornal, o ponto mais importante do acordo é o fim do controle israelense sobre a passagem de Rafah, a única saída para o exterior da Faixa de Gaza e que foi fechada há um ano, depois que o Hamas tomou o controle do citado território palestino.

As fontes acrescentaram que o destino do soldado israelense Gilad Shalit, capturado há dois anos por três milícias palestinas, seria tratado separadamente, se fosse alcançado um acordo para o cessar-fogo.

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