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Visita de Sarkozy a Israel e à ANP acaba com tumulto em aeroporto

Jerusalém, 24 jun (EFE) - A morte de um soldado com um tiro da arma a qual portava no aeroporto de Tel Aviv durante a despedida do presidente francês, Nicolas Sarkozy, das autoridades israelenses causou alarme entre os serviços de segurança dos dois países. O disparo foi ouvido a 200 metros do avião no qual embarcariam Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni. Por isso, os guarda-costas se apressaram em fazer com que entrassem logo na aeronave, conforme é possível ver nas imagens de televisão.

EFE |

O presidente francês e sua mulher não sofreram ferimentos no incidente, assim como o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que foi cercado imediatamente por agentes de segurança e levado a seu automóvel.

O tumulto foi causado por um policial de fronteiras israelense, que, segundo a organização de voluntários Zaka, se suicidou, apesar de fontes policiais não descartarem que tenha sido um acidente.

Quando o incidente foi esclarecido, os seguranças permitiram que Olmert e o presidente israelense, Shimon Peres, subissem ao avião para se despedir pessoalmente de Sarkozy, que encerrava, assim, uma visita de três dias que transcorreu quase totalmente em Israel.

O chefe de Estado francês fez hoje sua única incursão em território palestino, ao visitar durante algumas horas a cidade de Belém, na Cisjordânia, para se reunir com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Na entrevista coletiva posterior ao encontro, Sarkozy defendeu o fim da ocupação israelense de Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado, informa a imprensa local.

Jerusalém é santa para judeus, cristãos e muçulmanos, disse o presidente francês, antes de questionar: "Pode ser controlada apenas por uma parte?". "Não creio", respondeu.

Sarkozy se referiu também ao muro que Israel constrói na Cisjordânia, e acrescentou que não traria segurança aos israelenses para sempre.

"Israel deve garantir a segurança por meio de um acordo de paz com gente que acredita na paz, como o presidente da ANP. Está claro que o melhor caminho para a paz é por meio de um acordo diplomático", disse o presidente francês.

Durante o encontro anterior, Sarkozy e Abbas assinaram um acordo no valor de US$ 21 milhões para a criação de um parque industrial na Cisjordânia.

Esta manhã, horas antes de visitar Belém, Sarkozy se reuniu com o líder da oposição israelense, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que advertiu Sarkozy de que "Jerusalém nunca será dividida".

Netanyahu, um dos claros favoritos em eventuais eleições antecipadas em Israel, respondia assim ao discurso de segunda-feira de Sarkozy no Parlamento, no qual afirmou que a parte leste da cidade santa deveria ser a capital do futuro Estado palestino. EFE ap/db

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