Vírus A (H1N1) se aproxima da Ásia afetada pela gripe aviária

Bangcoc, 5 mai (EFE) - O Sudeste Asiático, um dos epicentros da gripe aviária que ressurge a quase cada ano na região, escapou até hoje do vírus A (H1N1) da gripe suína, que teve também pouca incidência no resto do continente, com alguns casos na Coreia do Sul e na China. No momento em que o número de infectados pela gripe suína supera os 1,1 mil no mundo todo, e países da América e da Europa estão entre os mais afetados, o vírus A (H1N1) está cada vez mais próximo das nações do Sudeste Asiático, cujos Governos tentam impedir que a gripe aviária se propague novamente, ativa principalmente no Vietnã e na Indonésia. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo todo e desde o final de 2003, 257 pessoas morreram por causa da gripe aviária, incluindo 196 nos países do Sudeste Asiático. A gripe suína, que se originou no México, já chegou até a Ásia, um continente que economicamente depende muito do turismo e da troca comercial, que tem cidades com alta densidade de população e onde alguns Governos de países em desenvolvimento investem pouco dinheiro em infraestrutura de saúde. Até o momento, a OMS confirmou um caso de contágio humano do vírus A (H1N1) em Hong Kong e outro na Coreia do Sul, ambos em pessoas que recentemente visitaram o México, para onde voltam hoje, em um avião especial, pelo menos 43 mexicanos que foram isolados em Xangai pelas autoridades chinesas. O avião fretado pelo Governo do México deve também fazer escalas em Pequi...

EFE |

Em Cingapura, onde ainda não foi detectado nenhum caso de pessoa contagiada pela gripe suína e o estado de saúde da população sempre foi uma prioridade do Governo, várias escolas pedem que os alunos levem um termômetro para medir a temperatura duas vezes ao dia, como medida de precaução.

Esse é o caso dos estudantes da escola Republic Polytechnic, que são punidos com uma multa de 5 dólares cingapurianos se deixaram de levar o instrumento e são obrigados a colocar os dados na internet para que a direção do centro possa acompanhar o estado de saúde dos alunos.

Se um estudante marca uma temperatura superior a 37,6 durante várias medições, é enviado ao médico.

Além da obrigatoriedade de levar termômetro, várias escolas instalaram scanner de medição da temperatura em suas principais entradas e exibem vídeos explicando as precauções que as pessoas devem adotar para evitar o contágio da gripe suína. EFE tai/an

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