Virgínia Tech emite alerta após disparos no campus

Policial e outra pessoa são mortas em campus, que é fechado pela universidade americana; autoridades buscam suspeito

iG São Paulo |

A Universidade Virgínia Tech anunciou nesta quinta-feira que um policial e outra pessoa foram mortas no campus, que foi palco em 2007 do pior massacre lançado por um atirador na história moderna dos EUA.

AP
Policial faz a segurança de local onde atirador matou policial e outra pessoa no campus da Universidade Virgínia Tech, nos EUA
Por causa do incidente, a universidade fechou o campus e emitiu um alerta geral pedindo aos estudantes e aos funcionários que permaneçam dentro dos prédios, com as portas trancadas. As autoridades buscam um suspeito, descrito como um homem branco usando calças cinzas, chapéu cinza, agasalho marrom e mochila.

Segundo uma nota da universidade, o policial foi morto após parar o suspeito em uma batida. De acordo com testemunhas, o agressor então correu em direção a um estacionamento. Uma segunda pessoa foi encontrada morta no local, onde foi apreendida a arma do crime. Também de acordo com a nota, a polícia estadual da Virgínia assumirá a investigação do caso. "A comunidade do campus deve continuar a buscar abrigo, e visitantes não devem ir ao local", disse a Virgínia Tech.

O incidente aconteceu no mesmo dia em que a universidade entrou com uma apelação contra uma multa de US$ 55 mil emitida pelo Departamento de Educação pela resposta ao massacre de 2007. De acordo com o departamento, a instituição demorou muito para avisar que havia um homem armado no campus. Na ocasião, Cho Seung-hui, um estudante de 23 anos, matou 32 estudantes e um professor antes de se suicidar.

Em 4 de agosto, informações de um possível atirador em Virgínia Tech causaram o fechamento e as buscas mais longas desde o ataque violento de 2007, que obrigou a universidade a aprimorar todos os seus procedimentos de emergência. Nenhum atirador foi encontrado, e a instituição liberou o local cinco horas depois que as sirenes começaram a apitar e que estudantes e funcionários receberam alertas por telefone, emails e mensagens de celular para ficar no interior dos prédios. Alertas também foram colocados no site da universidade e nas contas do Twitter.

A emergência começou depois que três adolescentes que faziam uma atividade de férias no campus disseram à polícia ter visto um homem caminhando rapidamente segurando o que parecia uma arma, disseram autoridades.

A polícia fez buscas em 150 prédios nos 2 km² do campus e divulgou um retrato falado de um homem com rosto de bebê que, de acordo com a descrição, usava shorts e sandálias. As autoridades, porém, não encontraram seu rastro.

Esse incidente marcou a primeira vez que todo o campus foi fechado desde a ação de 2007, e o segundo grande teste do sistema de alerta de emergência local. O sistema foi aprimorado para adicionar o uso de mensagens de texto e outras medidas além do envio de emails de alerta aos estudantes.

*Com AP

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