Violência política deixa 48 mortos em três dias no Paquistão

Pelo menos 48 pessoas que trabalhavam para diferentes partidos políticos foram mortas nos três últimos dias em Karachi (sul), a capital econômica do Paquistão, vítimas de atiradores não identificados, anunciou neste domingo uma fonte de segurança.

AFP |

A série de homicídios começou após a descoberta, quinta-feira passada, do corpo decapitado de um militante do partido político mais influente de Karachi, o Mutahida Qaumi Movement (MQM), explicou à AFP esta fonte, que não quis divulgar o nome.

O MQM, que representa os interesses da comunidade urdu, descendente de imigrantes indianos, é aliado do Partido do Povo Paquistanês (PPP), do presidente Asif Ali Zardari, dentro da coalizão no poder na província de Sind (sul).

"Pelo menos 48 funcionários de partidos políticos diversos foram assassinados desde quinta-feira", afirmou o responsável.

Sexta-feira, o ministro do Interior, Rehman Malik, ordenou à polícia e às forças paramilitares que organizassem patrulhas conjuntas para coibir a onda de violência.

Malik garantiu que nenhum partido político está envolvido nestes assassinatos, perpetrados segundo ele "por pessoas que querem abalar o governo de coalizão PPP-MQM na província de Sind e desestabilizar o Paquistão".

O chanceler britânico, David Miliband, que estava neste domingo em Karachi, pediu "o fim da violência política" no Paquistão.

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