Violência no México deixa mais de 10 mil mortos apenas neste ano

De acordo com jornal mexicano Reforma, foram 10.035 assassinatos ligados à violência do narcotráfico

iG São Paulo |

A intensa onda de violência associada à criminalidade no México superou a barreira dos 10 mil mortos apenas neste ano. Segundo análise elaborada pelo grupo editorial do jornal mexicano Reforma e divulgada nesta quinta-feira.

Até a última quarta-feira, segundo a apuração, chegou-se a cifra de 10.035 assassinatos violentos apenas em 2010, "o pior registro anual desde a declaração do governo federal de guerra contra o narcotráfico", de acordo com a publicação. Os números ultrapassam os da gestão do ex-presidente Vicente Fox, que administrou a nação de 2000 a 2006.

Quando assumiu o Executivo, em 1º de dezembro de 2006, o atual chefe de governo, Felipe Calderón, iniciou no país uma ofensiva contra o crime organizado, um dos principais pilares de sua gestão. Para isso, convocou o Exército, mesmo com as críticas da oposição e de organizações não-governamentais, que pedem cada vez mais "o retorno dos militares aos quarteis".

Arte/iG
Presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou guerra contra o narcotráfico logo após posse
Ainda de acordo com a publicação, em 2007, foram registradas 2.275 execuções; em 2008, 5.207; e em 2009, 6.587.

Estratégia

Em outubro, algumas semanas após admitir pela primeira vez que sua estratégia não tinha êxito, Calderón enviou ao Congresso uma iniciativa de reforma constitucional para estabelecer um Comando Único Policial, proposta que, segundo ele, responderia às demandas da sociedade, como a possibilidade de "contar com policiais confiáveis".

Além do narcotráfico, as autoridades mexicanas enfrentam o problema da corrupção em suas entidades. No Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010, que avaliou 178 países do mundo, o país teve nota 3,1, em uma escala de 0 a 10 -- que ia do completamente corrupto ao completamente limpo.

No fim de agosto, a polícia federal mexicana destituiu 3,2 mil de seus agentes - ou seja, quase 10% de seu contingente - sob acusações de delitos, violação de regulamentos, incompetência e vínculos com o crime organizado. A iniciativa é parte de uma série de esforços para sanar os casos de corrupção dentro do corpo policial mexicano, em meio ao aumento da violência causada pelas disputas entre traficantes.

*Com Ansa

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