Oposição muçulmana iniciou conflitos após presidente Jonathan Goodluck, cristão do sul do país, derrotar um candidato do norte

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Muçulmana vota na cidade nigeriana de Ibadan
AP
Muçulmana vota na cidade nigeriana de Ibadan
A violência que se seguiu ao pleito presidencial nigeriano, no início do mês, causou a morte de mais de 500 pessoas, disse neste domingo um grupo de defesa dos direitos humanos do país.

A organização Civil Rights Council (Congresso de Direitos Civis) disse que a violência ocorreu em sua maioria em Estados do norte e que o número de vítimas pode ser ainda bem mais alto.

Dezenas de milhares deixaram suas casas para escapar da violência.

Conflitos

A oposição muçulmana iniciou os conflitos após o anúncio de que o presidente Jonathan Goodluck, um cristão do sul do país, havia derrotado um candidato do norte. Igrejas foram incendiadas e, como retaliação, ocorreram ataques contra alvos muçulmanos.

Ambos os candidatos repudiaram a violência. Jonathan assumiu no ano passado a presidência após a morte do muçulmano Umaru Yar'Adua.

Muitos no norte da Nigéria, região que apresenta fortes diferenças com o sul, esperavam que outro muçulmano fosse eleito. Analistas dizem que os incidentes podem ter mais relação com pobreza e falta de oportunidades do que religião.  Correspondentes afirmam que a Nigéria pode enfrentar novos problemas durante eleições na maioria dos Estados nesta terça-feira.

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