Violência na Costa do Marfim deixa mais de 240 mortos

De acordo com agência para direitos humanos da ONU, outras 49 pessoas estão desaparecidas desde início de distúrbios pós-eleição

iG São Paulo |

Ao menos 247 pessoas morreram durante a violência na Costa do Marfim desde os distúrbios pós-eleições, ocorridas em novembro. O balanço foi dado pelo departamento de direitos humanos das Nações Unidas na sexta-feira.

O número de mortos aumentou dos 210 registrados na semana passada, disse o porta-voz para os direitos humanos da ONU Rupert Colville em coletiva de imprensa em Genebra. Outras 49 pessoas estão desaparecidas, incluindo 20 que desapareceram nesta última semana, disse ele.

Na quinta-feira, o presidente Laurent Gbagbo decretou toque de recolher em vários bairros populares da capital Abidjan e nas fortificações do seu rival Alassane Ouattara. No mesmo dia, partidários de Gbagbo queimaram ao menos três veículos das Nações Unidas e vandalizaram uma ambulância, segundo oficiais da ONU.

Na quarta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que as Forças leais a Gbagbo deverão responder pelos ataques dos dois últimos dias contra o bairro de Abobo. Em comunicado lido pelo porta-voz da ONU, Martin Nesirky, a ONU também expressou preocupação pelas informações procedentes de Abidjan que as forças de Gbagbo planejam outra ação contra seguidores de Ouattara. Além disso, acusou homens de Gbagbo de forçar o despejo da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI), enviada a Abobo para tratar de conter a violência.

Após o segundo turno das eleições presidenciais na Costa do Marfim, a Comissão Eleitoral Independente (CEI) deu a vitória com uma ampla vantagem a Ouattara, resultado que foi certificado pela ONUCI e reconhecido pela comunidade internacional.

Gbagbo não admitiu esse resultado e recorreu ao Conselho Constitucional, controlado por seus seguidores, que anulou a votações em sete departamentos amplamente favoráveis a Ouattara e lhe outorgou a vitória, o que rejeitou a comunidade internacional, que exige que o político deixe o poder.

*Com Reuters

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