Violência matou 28 funcionários civis e 7 militares da ONU em 2009

Nações Unidas, 5 jan (EFE).- Pelo menos 28 funcionários civis das Nações Unidas e sete capacetes azuis morreram em atos violentos ao longo de 2009, informou hoje em comunicado o sindicato da ONU.

EFE |

Seis dos sete soldados das forças da organização morreram em três incidentes ocorridos na região sudanesa de Darfur, onde as Nações Unidas e a União Africana (UA) têm uma missão de paz formada por 15 mil militares e 4.200 policiais.

O sétimo capacete azul morto no ano passado foi um general-de-brigada paquistanês, que também servia na missão em Darfur, mas que foi vítima de um atentado durante férias em seu país.

Dezoito funcionários civis morreram durante o serviço no Paquistão e no Afeganistão, enquanto outros cinco morreram durante a ofensiva lançada há um ano por Israel contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza.

Outros locais onde houve mortes de pessoal da ONU foram Somália, Haiti e Colômbia, disse o sindicato.

Em 2008, 34 funcionários da ONU foram mortos em atos violentos.

No ano anterior, foram 42.

"Mais uma vez, funcionários das Nações Unidas tiveram que pagar com suas vidas pelos esforços em dar assistência a pessoas que sofrem", disse em comunicado o presidente do sindicato, Stephen Kisambira, que lamentou particularmente os ataques deliberados contra pessoal e instalações do organismo.

Para Kisambira, atentados como os sofridos pela ONU no Afeganistão, no Paquistão ou em Darfur tiveram como objeto "intimidar e enfraquecer" o trabalho da instituição.

O presidente do sindicato também lembrou que 104 países-membros das Nações Unidas ainda não ratificaram ainda a convenção sobre a segurança e a proteção do pessoal da ONU, adotada há 15 anos. EFE jju/bba

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