Sófia, 28 jun (EFE).- A primeira Parada Gay realizada na Bulgária desde a queda do comunismo, em 1989, foi marcada por insultos, ameaças e lançamentos de coquetéis Molotov e garrafas por parte de transeuntes e nacionalistas da extrema-direita.

Entre 500 e 600 participantes, segundo os organizadores da passeata - a ONG Gemini -, e entre 200 e 250, segundo a Polícia, se reuniram no centro de Sófia, apesar da polêmica gerada pela convocação da marcha e das ameaças de boicote por grupos radicais.

Um grupo reunido sob o lema "Minha família e eu" chegou a protestar contra o desfile da comunidade gay.

"Esperamos os estúpidos para derrubá-los no chão e pularem sobre suas cabeças", declarou à Agência Efe um adolescente búlgaro que fazia parte de um dos grupos contrários à Parada Gay.

"Já não estamos no comunismo. Este regime acabou no dia 10 de novembro de 1989", disse, por sua vez, uma menina que vestia uma camiseta na qual se lia "Os comunistas se beijam na boca durante encontros oficiais", uma referência à visita do líder soviético Leonidas Brezhnev à Sófia, durante a qual foi recebido com beijos pelo então dirigente comunista búlgaro, Todor Zhivkov.

A Polícia búlgara, que há esperava tumultos e agressões, enviou mais de 20 carros e motocicletas e cerca de 150 agentes da tropa de choque para as ruas. Porém, não conseguiu evitar os confrontos registrados minutos antes da passeata.

A marcha foi programada para coincidir com a celebração do Dia Internacional da Luta pela Igualdade de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. EFE vp/bm/sc

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