Violência marca 2ª fase das eleições gerais indianas

Nova Délhi, 23 abr (EFE).- Pelo menos seis pessoas morreram em episódios de violência registrados hoje na segunda fase das eleições gerais indianas, onde a participação média foi de 55%.

EFE |

Os colégios eleitorais da Índia fecharam as portas ao término da segunda das cinco fases previstas para o pleito, o qual foi marcado pelos atos violentos e pelo forte calor.

O subcomissário da Comissão Eleitoral R. Balakrishnan afirmou que a participação média chegou a 55%, e qualificou o processo eleitoral de "extremamente satisfatório e livre de incidentes", de acordo com a agência "Ians".

Estavam convocados às urnas 191,7 milhões de eleitores em 140 circunscrições dos estados da Caxemira, Uttar, Bihar e Jharkhand (norte), Assam e Tripura (nordeste), Orissa (leste), Andhra e Karnataka (sul), Maharashtra e Goa (oeste) e Madhya (centro).

Em Uttar e Bihar, duas das regiões mais pobres da Índia, foi registrada a menor participação (44%), enquanto em Tripura cerca de 80% dos eleitores votaram, de acordo com Balakrishnan.

As altas temperaturas registradas na maior parte da Índia acabam tendo influência nas eleições, e o calor causou a morte de quatro funcionários entre quarta-feira e hoje só na região de Madhya, no centro do país, segundo a Comissão Eleitoral indiana.

Além disso, como já ocorreu na primeira fase, que aconteceu no dia 16, as eleições foram marcadas pela violência da guerrilha maoísta e separatista, mas com menos intensidade que na semana passada, quando 19 pessoas morreram.

No estado de Assam, nordeste indiano, um grupo guerrilheiro local denominado Viúvas Negras matou um soldado e feriu outros dois em uma emboscada registrada no distrito North Cachar Hills, segundo a Polícia.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, votou na cidade mais importante do estado, Guwahati, e expressou confiança em que a legenda no poder, o Partido do Congresso, obterá maioria suficiente para revalidar seu mandato.

"Estou muito contente de vir depositar meu voto. Todos os indianos deveriam exercer este direito", disse o premiê, que foi recebido por centenas de pessoas e deixou o local em helicóptero, informou a "Ians".

A Polícia afirmou que as eleições foram prejudicadas em alguns pontos de Jharkhand, norte do país, onde os funcionários encontraram dificuldades para chegar aos locais previstos de votação nas áreas de atividade guerrilheira maoísta.

No dia 16, os maoístas, que defenderam o boicote das eleições, protagonizaram vários ataques que deixaram 19 mortos no centro e no leste da Índia, que são as regiões nas quais a guerrilha tem mais presença.

Nesta ocasião, os maoístas atacaram um acampamento da Polícia e uma estação ferroviária, e explodiram vários artefatos que feriram três pessoas.

Em Andhra, sudeste indiano, a convocação foi ofuscada por distúrbios entre seguidores do Partido do Congresso e da legenda regional Telugu Desam Party (TDP).

Um militante do partido governista morreu e outras 30 pessoas ficaram feridas em confrontos registrados em vários pontos do estado.

Tanto Andhra quanto o estado de Orissa, nordeste do país, viveram campanhas eleitorais particularmente intensas, porque os eleitores também devem decidir a composição das Assembléias regionais.

As legislativas indianas foram divididas em cinco fases ao longo de um mês pela Comissão Eleitoral, que alegou motivos de segurança, e a apuração dos votos será feita de forma unificada em 16 de maio.

Entre os candidatos que disputavam esta segunda fase está Rahul Gandhi, filho da presidente do Partido do Congresso, Sonia Gandhi, e, segundo os analistas, possível sucessor de Singh à frente do Governo.

Gandhi concorreu pelo distrito de Amethi, um bastião familiar situado no estado de Uttar, norte.

Com o fechamento da segunda fase, 265 das 543 cadeiras em jogo na Câmara Baixa já foram decididas. EFE daa/db

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