Violência marca 1 de maio em países europeus

Centrais sindicais de diversos países aproveitaram as tradicionais marchas em comemoração ao Dia do Trabalho, neste 1 de maio, para protestar contra a maneira como os governos estão enfrentando a crise econômica mundial. Em muitos países os protestos acabaram em confronto.

BBC Brasil |

Em Istambul, na Turquia, houve enfrentamento entre a polícia centenas de manifestantes que tentavam furar bloqueios policiais na praça central da cidade.

Segundo o correspondente da BBC em Istambul David O Byrne, os manifestantes não haviam recebido permissão para realizar protestos na praça mas, assim como já haviam feito em anos anteriores, resolveram ignorar a proibição.

Eles se espalharam por ruas adjacentes e jogaram pedras contra os policiais, que responderam com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo, disse O Byrne.

A polícia grega também usou gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes que depredaram vitrines e incendiaram pelo menos um carro na região central de Atenas.

Alemanha
Na capital da Alemanha, Berlim, houve confrontos entre jovens manifestantes e a polícia durante a madrugada.

O conflito começou quando, no final de uma festa na rua, cerca de 200 manifestantes começaram a gritar slogans anticapitalistas. Eles jogaram garrafas e pedras contra os policiais e os carros que passavam pelo local e colocaram fogo em latas de lixo.

Os confrontos em Berlim deixaram 29 policiais feridos, e doze pessoas foram presas.

A Alemanha tem um histórico de episódios de violência nas celebrações de 1 de maio. Neste ano, cerca de 5 mil policiais foram enviados às ruas de Berlim.

França
As oito principais centrais sindicais da França convocaram os trabalhadores franceses para cerca de 300 manifestações diferentes em todo o país.

As ruas de cidades como Marselha, Bordeaux e Grenoble foram tomadas por dezenas de milhares de trabalhadores. Uma grande demonstração também foi programada para a capital francesa, Paris.

Segundo a correspondente da BBC em Paris Emma Jane Kirby, neste ano as celebrações de 1 de maio ocorrem em meio a crescentes tensões sociais e há greves de funcionários de hospitais, de universidades e pescadores, entre outras categorias.

De acordo com Kirby, cresce entre os franceses a sensação de que pouco foi feito para proteger os empregos e salários dos cidadãos comuns, enquanto executivos de grandes empresas e bancos resgatados pelo governo receberam pagamentos e bônus generosos.

Também foram realizados protestos em diversos países asiáticos, como Camboja, Filipinas e Japão.

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