VIENA - A violência relacionada ao narcotráfico e ao consumo de drogas continuou em alta na América Latina, apesar dos esforços dos governos para combater esse problema, segundo um relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) publicado hoje, em Viena.

Segundo a Jife, órgão da ONU responsável por zelar pelo cumprimento dos tratados internacionais contra as drogas, não há país da região que se salve do problema das drogas, mas existem notáveis diferenças quanto à produção, comércio e consumo.

Assim, Colômbia, Bolívia e Peru continuam sendo a principal região mundial de cultivo de coca e produção de cocaína, vendida, principalmente, aos Estados Unidos e à Europa através de rotas terrestres, aéreas e marítimas que passam pela América Central e, cada vez mais, pela África.

Só na Colômbia, que segue na frente como principal fornecedor de cocaína, as áreas de plantações ilegais alcançaram os 99 mil hectares, 27% a mais que em 2006.

A Jife destaca no documento a crescente profissionalização das redes de narcotráfico da América do Sul.

Estas estabeleceram uma cooperação entre si para algumas operações, nas quais "utilizam especialistas", como químicos, capitães de navio, pilotos e analistas financeiros para as diversas atividades do negócio criminoso.

"A corrupção, um sistema judiciário com poucos recursos, a falta de confiança pública e a frágil ação da lei" seguem como fatores que obstaculizam a luta contra as drogas nos países dessa região.

Sobre o consumo, o primeiro estudo comparativo sobre o uso indevido de drogas em seis países da América do Sul colocou a Argentina no primeiro lugar como consumidor de cocaína.

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