Polícia diz que grupos armados financiados por partidos políticos estão por trás de onda de assassinatos

Homens tentam conter fogo após veículo ser incendiado em Karachi (1º/08)
AP
Homens tentam conter fogo após veículo ser incendiado em Karachi (1º/08)

Soldados e policiais paquistaneses foram mobilizados para resolver a onda de violência que deixou entre 31 e 35 mortos em dois dias em Karachi. Corpos foram encontrados em diferentes áreas da cidade, alguns com marcas de bala e outros com sinais de tortura.

Karachi tem um longo histórico de violência étnica, religiosa e sectária e disputas políticas. Segundo a polícia, grupos armados apoiados pelos principais partidos políticos paquistaneses são responsáveis pelas mortes.

Segundo a polícia, cerca de 200 pessoas morreram na cidade apenas em julho, em um dos meses mais sangrentos em quase 20 anos.

A mídia local estimou um número ainda maior, e o jornal Dawn informou que mais de 318 pessoas morreram em julho.

O jornal não disse quantas delas foram alvo deliberado por suas filiações étnicas ou religiosas.

Na tentativa de conter a violência, autoridades convocaram mil soldados e policiais para a região. O ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, afirmou que o governo vai fazer tudo o que for possível para "restaurar a paz".

"Quero alertar esses canalhas que já testaram o governo o suficiente. Nem a população nem as autoridades vão tolerar mais nada", afirmou Malik. "Nossa ações serão rígidas. Não vou dizer nada agora, vocês verão com seus próprios olhos."

Segundo a AFP, tiros ainda podiam ser ouvidosa nesta terça-feira em um dos distritos mais afetados pela violência, Surjani, que abriga várias gangues criminosas. Dezenas de motos também teriam sido incendiadas dentro de uma fábrica.

Com AP, AFP e BBC


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.