Violência deixa 2,8 milhões de deslocados internos no Iraque, diz OIM

Genebra, 20 jun (EFE).- Os deslocados internos no Iraque já somam 2,8 milhões de pessoas, declarou hoje a Organização Internacional de Migrações (OIM), que afirmou que grande parte deles foram prejudicados pela ocupação ilegal de suas propriedades, o que faz com que suas possibilidades de retorno sejam menores.

EFE |

"Setenta e um por cento dos deslocados de Bagdá afirmaram que suas propriedades foram ocupadas, controladas ou reivindicadas por terceiros, um ato com o qual o Governo iraquiano deve considerar que cada vez mais deslocados pensam em retornar", declarou o porta-voz desta instituição, Jean Philippe Chauzy.

Segundo o relatório da OIM, 1,6 milhão de deslocados abandonaram suas residências após o atentado contra a mesquita de Samarra, que aconteceu em fevereiro de 2006 e que marcou a ampliação e radicalização da violência sectária no Iraque.

As informações, que oferecem um perfil da situação em cada uma das 18 províncias do Iraque, indicam que Al-Anbar, Bagdá e Diyala são as localidades nas quais foi recebido o maior número de deslocados.

Além disso, menciona que a melhora relativa da segurança estimula pequenos grupos de deslocados a retornarem a seus lares, principalmente na capital iraquiana.

No entanto, grande parte deles estavam com suas casas invadidas.

A situação é particularmente difícil para as mulheres e crianças deslocadas nestas províncias, pois vivem em assentamentos temporários que não oferecem acesso algum a serviços básicos, como saneamento, educação e saúde, e onde também não há água potável, diz a publicação.

A precariedade das crianças deslocadas se reflete no que ocorre no distrito de Al-Anbar, no qual os funcionários da OIM encontraram a crianças mendigando, enquanto suas mães catavam lixo para sobreviver.

Em algumas províncias do sul do Iraque a situação é um pouco melhor que no resto do país, com 95% dos deslocados em Basra, que conta com água regularmente, enquanto 49% recebe ajuda de alimentos.

Por outro lado, no norte do país pelo menos oito de cada dez deslocados pagam aluguéis elevados por casas insalubres e a grande maioria não recebe mantimentos. EFE is/fal

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