Por David Morgan WASHINGTON (Reuters) - A violência associada aos insurgentes no Afeganistão cresceu de forma acentuada junto com a chegada de mais soldados norte-americanos, e atingiu na semana passada o maior nível desde 2001, disseram oficiais dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

Os ataques insurgentes de janeiro a maio aumentaram 59 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com um relatório da Força Internacional de Assistência de Segurança (Isaf, na sigla em inglês), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Trechos do relatório foram obtidos pela Reuters.

A taxa de crescimento é mais de duas vezes maior que a registrada entre os mesmos meses de 2007 e 2008, quando oficiais militares estimavam um aumento de 25 por cento dos ataques rebeldes. Em 2008, a violência dos insurgentes aumentou 33 por cento, afirmaram.

"A semana passada teve o maior número de incidentes de segurança da história do Afeganistão, pelo menos na história pós-liberação", disse o general do Exército David Petraeus, responsável pela estratégia militar no Oriente Médio e Ásia Central como chefe do Comando Central dos Estados Unidos.

As tropas lideradas pelos norte-americanos derrubaram o regime Taliban no Afeganistão após os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, que segundo as autoridades dos Estados Unidos foram planejados pela al Qaeda em refúgios em território afegão.

"Temos alguns meses difíceis pela frente. Parte disso (da violência) vai aumentar porque nós vamos atrás dos santuários e dos refúgios deles, como devemos", falou Petraeus em um fórum em Washington, em uma apresentação que não estava relacionada ao relatório da Isaf.

O aumento da violência pode representar um risco político para o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, já que seu governo está colocando milhares de novos soldados no Afeganistão como parte de uma estratégia mais ampla contra a influência do Taliban e pela estabilização do país.

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