Violência de colonos contra palestinos provoca inquietação

Incêndios nos campos, atos de vandalismo, ataques físicos e até mesmo tiros: a multiplicação das agressões contra palestinos por parte dos colonos israelenses preocupa as autoridades, que são acusadas de não fazer nada para impedir as mesmas.

AFP |

A violência entrou em uma nova fase no sábado, quando quatro palestinos foram feridos a tiros ao norte da Cisjordânia, em represália ao esfaqueamento de uma criança israelense na colônia vizinha de Itzhar.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, denunciou publicamente neste domingo um "pogrom" cometido na Cisjordânia, depois que os quatro palestinos foram feridos no sábado.

"Não haverá pogrom contra os não judeus", afirmou Olmert à imprensa no início do conselho de ministros.

"Este fenômeno, que consistia em tomar a lei nas próprias mãos e cometer agressões violentas é intolerável e será tratado da maneira mais severa possível pelos responsáveis pela lei", disse Olmert.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, prometeu que o Exército "vai agir com firmeza para proteger israelenses de ataques terroristas e, ao mesmo tempo, velar pelo respeito da lei por parte dos colonos".

Comandantes militares manifestaram inquietação e querem mais policiais nas ruas, além de punições mais rígidas dos tribunais contra os colonos que causem problemas.

Os incidentes começaram na manhã de sábado quando um menino israelense de nove anos foi esfaqueado por um palestino, que também incendiou um edifício desocupado e fugiu.

Para se vingar, dezenas de colonos atacaram o povoado de Assira al-Qiblia, de onde seria o agressor.

Eles saquearam carros e casas, atiraram para o alto e contra alguns moradores, obrigando o Exército a impor um toque de recolher na localidade.

Os palestinos acusam os militares israelenses de não terem feito nada para impedir a violência, mas o Exército garante ter feito todo o possível e passou a bola para polícia, única responsável por prisões no caso de israelenses.

Se os atos de violência de sábado aconteceram em reação ao ataque palestino, em outros casos não passam de ações para afastar os palestinos dos campos próximos às colônias.

Ao mesmo tempo, os enfrentamentos opõem cada vez mais os colonos mais radicais aos soldados e policiais.

ms-rb/fp/nh/

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