Violência da extrema-direita bate recorde na Alemanha em 2008

Berlim, 27 dez (EFE).- A Alemanha encerrará 2008 com um alarmante recorde de delitos e atos violentos por parte da extrema-direita, enquanto os políticos de todo o espectro parlamentar pedem um pacto melhor da luta contra os neonazistas.

EFE |

A estatística dos delitos atribuídos à extrema direita aumentou até alcançar os 11.928 casos computados no final de outubro, cerca de 30% a mais que no ano anterior e, em termos matemáticos, 40 ao dia.

Trata-se de números ainda provisórios, advertiu hoje o Ministério do Interior, após o jornal "Frankfurter Rundschau" divulgar esse balanço parcial. No termo "delitos" se incluem desde pichações com a suástica e atos de propaganda a agressões e atentados.

Os números divulgados certificam, por enquanto, um aumento de 30% no cômputo total de delitos -em 2007, foram 9.206, o que então foi qualificado de alarmante-, assim como uma alta relevante dos de índole anti-semita, que, até outubro, chegaram a 797, frente aos 716 de 2007.

Faltando o ministério detalhar a estatística global, o próprio titular da pasta, o conservador Wolfgang Schäuble, admitiu há poucos dias que havia ocorrido um preocupante aumento da violência ultradireitista.

Schäuble disse que era preciso aumentar a observação por parte dos corpos de segurança sobre as organizações da extrema-direita.

Calcula-se que, na Alemanha, existam dez mil ultradireitistas violentos, número que aumentou bastante nos últimos cinco anos, justamente desde que fracassou a tentativa de ilegalizar o Partido Nacional Democrático (NPD), a principal legenda desse âmbito.

O partido não conta com cadeiras no Bundestag (Parlamento federal), mas, nos últimos anos, obteve representação em Câmaras regionais e consistórios municipais.

Por seus postos nas Câmaras da Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambos no leste, recebe 1,4 milhão de euros ao ano, de acordo com a lei de financiamento dos partidos.

Com estes fundos, a legenda reforçou sua ação propagandística entre a juventude da Alemanha economicamente deprimida. EFE gc/db

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